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Por Santo de Casa - 07 de maio de 2010.

A matéria “Desculpa qualquer coisa”, da Revista TPM, apresenta a síndrome das mulheres contemporâneas: a culpa.  A conquista do mercado de trabalho sobrecarregou as mães profissionais, que muitas vezes não conseguem equilibrar tantas atividades.


“O coração pesado, aquela sensação que dificulta a respiração. A culpa nos faz suspirar mas o suspiro é apenas um alívio transitório. Se nos libertamos da culpa, sentimo-nos leves; mas leveza pode dar origem à leviandade, causa de nova culpa”
(Moacyr Scliar, no livro Enigmas da Culpa)


Por isso, perguntamos às Santas Mães:
Do que você sente culpa?


Fran Zils, 28 anos

Designer

Mãe do Eduardo

“Por enquanto, minha culpa se resume em querer fazer as coisas, tipo carregar muito peso e comer bobagens. No entanto, eu sei que podem prejudicar o Dudu. Tenho medo de sentir ou fazer algo que possa machucá-lo. Acredito que o ‘saquinho de culpa’ aumenta depois que saímos da maternidade.”






Camila Lustosa, 35 anos
Jornalista

Mãe da Maria Laura

“As mães já nascem culpadas, nem sabem ao certo porque. Até nos tornarmos mães, as culpas vão mudando de forma. Hoje, aos 35 anos, a principal culpa decorre da falta de tempo: ficar longe da minha filha de 4 anos, cerca de 10 horas por dia, em função do trabalho, é angustiante. Recentemente, para conciliar agenda, resolvi dividir com meu marido a tarefa de buscá-la e levá-la à escola. Aí vem a culpa de novo por não conseguir conciliar tudo o que julgo que é meu papel. Ah, o dia em que a clonagem tornar-se popular…
Claro que existem outras culpas: tirar uma folga (um crime hediondo), faltar a academia (inevitável para quem adora comer bem), ter pouco tempo para namorar, ficar dias e dias sem falar com as amigas, gastar demais e por aí vai.
O negócio é entender que estamos fazendo o melhor que podemos sempre.
E continuar tendo fé que vai dar certo!”


Lucila Oliveira, 31 anos

Publicitária

Mãe da Elis Marina
“A culpa acho que vem de mansinho e vai invadindo. Quando ela chega na tua noite de sono é porque está na hora de rever algumas coisas.
Como mãe é claro que estou no clube da culpa com carteirinha VIP. E não poderia ser diferente. Tive minha filha aos 17 anos. Não tinha tempo para me sentir culpada, assim como não tinha tempo para adoecer. Precisava trabalhar, sustentar uma casa e um filha linda, que dependia única e exclusivamente do meu esforço.
O tempo passou. Minha “brincadeira de boneca” começou a ser questionada por um “eu interior”. Passei a acompanhar a vida de mãe das colegas de trabalho (mulheres mais velhas do que eu, que tiveram filhos no “tempo certo”). Pude notar que elas ligavam, por dia, pelo menos 2 vezes para creche. Eu não ligava. Se a previsão do tempo dizia “vai esfriar”, todas elas colocam a “muda” de roupa extra na mochila. Eu nunca me preocupei com previsão do tempo.

A culpa veio de forma cruel. Minha filha de 13 anos questiona minhas decisões tão equivocadas. A culpa te detona e não podemos entrar nessa briga com ela, pois a derrota é garantida. O melhor é evitar os raciocínios que nos levam a culpa.
Pais e mães não precisam ser excelentes. Eles precisam ser suficientes.”


Adriana Pereira, 34 anos

Publicitária

Mãe da Nina

“É fato: a mulher sai da maternidade  com um bebê e um saquinho de culpa. E são várias culpas. Hoje, minha culpa maior é por passar pouco tempo com a Nina. E também por não 
passear mais com o meu cachorro, o Hermann.”

Publicado em: Geral

  1. Simone
    07/05/2010

    Q linduuuuuuuuuu…amei este post. Mãe é maravilhosa, amo a minha mãe. Acho que todos erram, não é porque é mãe que não deve errar, afinal é também um ser humano.
    O filho sempre acaba entendendo, eu pelo menos sempre entendi…
    Parabéns Mamãessss

  1. Camila Lessa
    07/05/2010

    Muito bom mesmo! Parabéns meninas-mães e ainda grandes mulheres!

  1. Camila Dilélio
    11/05/2010

    Fran! Que amor que tu estás grávida! A Mari me contou que é um menino e que se chama Dudu! Parabéns!!! Tudo de bom! Beijo

  1. Criz Azevedo
    12/05/2010

    Muito bom este post.
    A realidade deve ser encarada sem máscaras.

  1. Dani
    23/07/2010

    Ser mãe é ser um ser humano que cuida de outro ser humano. Ou seja, missão impossível redobrada: cuidar de si mesma é um desafio. Cuidar de si mesma e de outra pessoa é uma vaga garantida no céu. Mães, parabéns.

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    Nome 07/02/2012

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