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Por Santo de Casa - 23 de junho de 2010.
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Por Leonardo Tissot As equipes já marcaram quatro gols cada e o seu adversário errou a última cobrança. Você tem a missão de bater a penalidade derradeira e marcar o gol da vitória. Qual será sua decisão? Vai chutar uma bola rasteira no canto esquerdo, bater com efeito na diagonal superior direita, ou mandar uma “bomba” no meio do gol? No dia a dia, as pessoas precisam enfrentar decisões. Nem todas são tão dramáticas a ponto de lidar com a paixão de mais de 190 milhões de brasileiros, mas, ainda assim, são importantes para o bom andamento dos negócios e da sua vida pessoal. O perfil das lideranças nas corporações mudou nos últimos anos. O que antes era um processo isolado tornou-se trabalho em grupo. Em uma sociedade que precisa lidar com tantos temas – sustentabilidade, impacto ao meio ambiente, responsabilidade social, saúde, bem-estar – é fundamental que as equipes estejam preparadas para tomar decisões sempre que necessário. O conceito de empowerment – que estimula a delegação de autoridade – é parte vital desta mudança de paradigma. Para Alberto Pezeiro, instrutor de Treinamentos de Formação de Líderes, o bom gestor é aquele que toma a melhor decisão após observar a situação sob todos os pontos de vista. “É o que chamamos de capacidade holística. O líder deve basear sua escolha nas consequências para a organização e para a sociedade como um todo, e não no que parece mais vantajoso para ele ou para sua equipe”, analisa. Além disso, com a rapidez em que o mundo muda nos últimos tempos, as decisões precisam ser tomadas com mais agilidade. Neste caso, ter uma equipe qualificada e pronta para assumir esse desafio constante é essencial. Escape das armadilhas Pensando em tomar a melhor decisão, corre-se o risco de atrasá-la, prejudicando projetos. O timing é fundamental neste processo. “O ‘ótimo’ é inimigo do ‘bom’”, alerta Pezeiro. Muitas vezes, torna-se necessário optar por um caminho sem todas as informações disponíveis. “Mas pode ser melhor uma decisão rápida e boa, do que esperar um ano para ter uma decisão ótima. O tempo é um fator que deve ser considerado sempre”, opina o consultor. Mesmo agindo com velocidade, deve-se ter cuidado com outra armadilha: optar por não dar atenção à opinião dos colegas: “Sempre ouça outras pessoas. Essa confiança se constrói com a formação de times fortes, com poder de decisão”, aconselha. Oriente sua equipe Siga algumas dicas do consultor Alberto Pezeiro sobre como orientar sua equipe para tomada de decisão.
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