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Por Santo de Casa - 02 de agosto de 2010.

Hoje quero propor uma forma produtiva de fazer a gestão das suas metas corporativas. Chamo esse conceito de Blackhole, ou buraco negro, em português, trazendo similaridades conceituais da sua definição astronômica.


Por Christian Barbosa

De maneira muito simplista, um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Ou seja, é uma áre a de tamanha intensidade de foco que tudo é “sugado” para esse ponto.


Na minha definição uma “blackhole” é a meta mais importante e fundamental da empresa, que guia a ação de todas as outras metas ou projetos. É basicamente o alvo de toda a estratégia que o empreendedor vai definir.

Muitas empresas criam dezenas de metas para o ano, na maioria das vezes muito mal definidas e com um plano de ação desconhecido. Em metas, quanto menor o número, maior a execução. O conceito de “blackhole” simplifica essa estratégia: uma meta principal que guia todas as outras.


Isso não significa que a sua empresa terá apenas uma meta, ela pode até ter mais metas, mas desde que todas sejam metas complementares à meta mais importante da empresa, que será única e dará foco total aos colaboradores da empresa. Fazendo uma analogia da imagem de um organograma, a Blackhole, seria o nível mais alto do organograma e abaixo dela seriam desenvolvidas metas secundárias ou projetos de execução que ajudarão na realização da meta principal.


E como descobrir a meta a meta principal? Simples também: basta entender que o principal objetivo de uma empresa com fins lucrativos é gerar lucro aos empreendedores ou acionistas. Isso significa que a meta BlackHole está sempre ligada a resultados financeiros de alguma forma. Se a meta mais importante da sua empresa não é financeira, possivelmente ela é uma ONG ou qualquer outro tipo de entidade sem fins lucrativos.


As empresas que adotam a estratégia blackhole, conquistam diversas vantagens. Primeiro, facilita a comunicação do objetivo, alinha a equipe, evita confusões e acaba com as desculpas de desconhecimento da meta corporativa.

Outra vantagem é também a facilidade de mensuração do progresso da meta e acompanhamento através dos projetos de suporte. Estes projetos são as atividades de grande duração que serão executadas ao longo dos meses para apoiar a execução da meta mais importante. Se seguir boas práticas para gestão de projetos, as atividades terão mais controle e capacidade de gestão, o que muitas vezes não acontece na gestão de metas.


Pense sobre esse conceito, converse com seus sócios e diretoria, e pergunte: qual o nosso buraco negro que merece todo nosso foco e energia? Que projetos ou sub-metas suportam a execução dessa meta? Experimente o processo e veja os resultados!


Christian Barbosa é consultor e palestrante especializado no tema da administração do tempo e produtividade pessoal.

Publicado em: Geral

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