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Por Santo de Casa - 02 de agosto de 2010.
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Fonte: Instituto Eckart No próximo instante, aquele seu colaborador trará pela quinquagésima vez o mesmo problema e você perderá um tempo com ele num pit stop que poderá estar custando a sua vitória em metas, indicadores, em clima, em gestão de pessoas. A velocidade das coisas está muito maior que o processamento dos nossos cérebros. Discutir se o ovo vem antes da galinha ou a galinha antes do ovo é sexo dos anjos. Para acompanhar essas evoluções as empresas tem que começar a prestar atenção em como se beneficiar dos estudos neurocientíficos. Atualmente o profissional dentro de uma organização precisa analisar inúmeras variáveis matemáticas, sociais, tecnológica e criativas ao longo do trabalho e o seu cérebro tem a incumbência de responder a todas com qualidade, segurança e de forma bastante veloz a qualquer mudança de circunstâncias que possam a vir a ocorrer ou por novas diretrizes empresariais, resoluções governamentais ou porque o mercado assim exige. Para isso, ele precisa desenvolver o seu cerebelo. A neurociência argumenta que o cerebelo é responsável por armazenar nossas respostas automáticas mais utilizadas durante a nossa vida. É como se ele fosse o mecanismo de PageRank do Google quando fazemos uma busca por alguma resposta. Em documentário da Discovery Turbo chamado “A ciência da velocidade”, um neurocientista faz um teste com o piloto Victor Antonio Liuzzi. A metodologia é analisar o piloto durante uma volta na pista e perceber suas dificuldades. Após elencar as curvas que o piloto tinha dificuldade, o neurocientista passa a treinar a mente do piloto para melhorar seu desempenho naquelas curvas, utilizando uma música tocada por uma orquestra sinfônica e pedindo ao piloto que tentasse distinguir separadamente os instrumentos utilizados na sinfonia. Quer dizer, o piloto estava tendo a possibilidade de desenvolvimento cerebral para que pudesse distinguir o processo e as inúmeras variáveis que estão dentro do mesmo processo. Esse é um dos inúmeros treinamentos que podem tornar cérebros mais rápidos. Quando se aumenta a quantidade de soluções prontas no cerebelo, também se está aumentando a velocidade de resposta a mudanças no ambiente. Temos também orientado as pessoas muito cuidadosas e portanto pouco criativas e com muitos medos a fazer aulas de dança. O resultado aumenta a sincronia e o preparo físico, o que automaticamente aumenta a estima e a oxigenação do quadrante experimental do cérebro. Heráclito, o filósofo grego do séculoVI a.C, marcou a história com um conceito de que a natureza de tudo é a mudança em si, encorajando esse cuidado profundo pelo inovador: “Se você não esperar o inesperado, não vai encontrá-lo, visto que ele é inacessível e desconhecido”. Essas novas descobertas só reforçam que a aprendizagem não é aqui e agora, mas aqui-agora-sempre, desenvolvimento humano continuado. Talvez muito chato para os preguiçosos, mas muito divertido para aqueles que amam os seus ofícios. A mente deve ser treinada, quanto mais treinada mais viva. Viva no sentido que pode ampliar seus espaços de liberdade. Alargar seu telescópio. É sempre uma escolha fechar os olhos e espaçar dificuldades para um mundo secreto, escuro. Ou tornar os vitoriosos sobre-humanos, com dons sobrenaturais. A neurociência diz diferente, ela é mais democrática, ou porque não arriscar dizer que mais justa – chegar lá não é uma questão divina, mas de treinamento. Parafraseando Platão: a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz. | |



























