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Por Camila - 06 de fevereiro de 2012.


Camila Lustosa, diretora executiva Santo de Casa Endomarketing


Frases curtas e na ordem direta. Síntese do conteúdo, com informação que prenda a atenção do leitor. Parece simples, mas ainda é um desafio para redatores e jornalistas que atuam no meio empresarial se comunicarem desta forma.

Independente do segmento – indústria, varejo ou serviços – hoje, produzimos conteúdo para um público diverso dentro das empresas. A simplificação da linguagem já não é uma exigência apenas para as pessoas que não tiveram oportunidade de estudar. Há também os que leram muito e frequentaram a universidade e cursos de pós-graduação, mas precisam, por força da atividade, “decupar” uma quantidade enorme de informação vinda de dentro e de fora da empresa. De novo, a mensagem precisa vir de forma clara, didática.


Comunicar-se hoje requer linguagem enxuta, clara, direta e, sim, com algum nível de redundância. Aos jornalistas, principalmente, esqueçam o que aprenderam na faculdade: repitam palavras, usem o colóquio, deixem clara a mensagem. Se considerarmos os processos de cognição estudados pela ciência, a repetição é um dos meios para aprender e reter a informação.


Há algumas curiosidades sobre o quanto a linguagem pode ser uma estratégia na comunicação interna nas organizações. A simplificação da linguagem pode melhorar questões relacionadas à segurança do trabalho, por exemplo. Durante uma recente palestra com linguistas, conhecemos a história de uma indústria na província de Quebéc (Canadá). A empresa era gerida por ingleses e contava com trabalhadores franceses na área operacional. Ao usarem na comunicação palavras e termos muito exclusivos de sua cultura, os ingleses dificultaram o entendimento sobre os processos de trabalho. Resultado: os acidentes, muitos deles com vítimas fatais, eram comuns. Ao ajustarem a comunicação, utilizando palavras mais simples e universais, a comunicação tornou-se mais efetiva para todos, independente da classe social, nacionalidade ou setor.


E veja bem: não estamos falando de empobrecimento do texto. Estamos falando de algo maior, usar a linguagem culta a nosso favor, de forma a nos ajudar a atingir um resultado mais efetivo. Vale pensar na ideia, principalmente quando estivermos escrevendo para pessoas com escolaridade básica ou com excesso de informação para “digerir”.

Não é à toa que veículos como Metro, Diário Gaúcho – este um dos maiores sucessos editoriais do RS -, dentro tantos outros bons exemplos, são objetos de pesquisa entre linguistas e estudiosos da linguagem.


E podem não ser os veículos que você assinaria, mas conseguem ser claros e efetivos junto a qualquer um que tomá-los em suas mãos para informar-se sobre algo.


Fica a dica.

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Por Daniel - 29 de março de 2011.

Entenda como um programa de endomarketing estrategicamente orientado pode proporcionar à sua empresa melhores resultados humanos e econômicos a partir de desempenhos superiores, colaboradores orgulhosos e comprometidos, relações de trabalhos mais sólidas e duradouras, e um clima organizacional altamente motivador.


Objetivo: Capacitar os profissionais participantes a implementarem melhorias nos programas de endomarketing e comunicação interna de suas empresas a partir do desenvolvimento de novas competências técnicas associadas à assimilação teórica, processual e prática dos conceitos e ferramentas mais modernos e eficazes sobre os temas.


Público: Analistas, gestores e demais profissionais de recursos humanos, comunicação e/ou marketing, que em suas empresas atuem na área de endomarketing e comunicação interna.


Turmas anteriores pelo Brasil já reuniram mais de 350 alunos de empresas como: Banco do Brasil, Eletrobras, AES Brasil, Brasil Foods, Unimed, Sicredi, Marcopolo, Grupo RBS, Thyssenkrupp, Souza Cruz, AGCO, John Deere, entre outras.


PROGRAMA:

 

Módulo I – Fundamentos do Endomarketing

Breve histórico e contexto organizacional

Paradoxo Motivação vs. Desempenho

O Engajamento nas empresas e sua correlação com a lucratividade

Conceito e premissas

Composto de Endomarketing

Processo de Gestão do Endomarketing


 

Módulo II – Comunicação Organizacional Interna

Conceito

Dimensões: Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas (internos)

Canais Internos de Comunicação (impressos, audiovisuais e eletrônicos)

Ciclo Motivacional de Canais Internos

Estruturas Internas de Mídia

Concorrência com comunicação ‘externa’


 

Módulo III – Gestão Estratégica de Endomarketing e Comunicação Interna

Pesquisa em Endomarketing e Comunicação Interna

Planejamento e Gestão de Programas Corporativos

Redes e Praças de Comunicação Interna

Segmentação para envolvimento dos Gestores

Multiplicadores de Comunicação Interna

Estudos de Casos



Módulo IV – Prática

Processos de Propaganda Interna

Processos de Jornalismo

Exercícios Práticos

Debate e troca de experiências

Conclusões finais


 

Instrutor: Daniel Costa, Diretor de Gestão da Santo de Casa :: Endomarketing, é administrador de empresas, cursou mestrado no PPGA/UFRGS, é consultor e instrutor organizacional, especializado em gestão de pessoas, atuou como executivo em grandes organizações como Xerox do Brasil e Claro Digital, foi professor (Unisinos) e comentarista de economia e negócios na Rádio BAND AM. Possui ampla experiência em projetos de endomarketing e comunicação interna para empresas como AES Brasil, NET, SICREDI, CSN, Renault do Brasil, Brasil Foods, Cia.Zaffari, Votorantim Cimentos, Grupo RBS, RGE/CPFL, REFAP Petrobras, Petrobras Transportes, Tractebel Energia, John Deere, Ecofrotas, Marcopolo, Panvel Farmácias, Petroquímica Triunfo, Killing, Grupo Henrique Stefani, HERC, Sulmaq, Cooplantio, Brasil Telecom, Famastil Taurus, Ouro e Prata, Synteko, SESC/RS, SEBRAE/RS, Unisinos, Unimed POA, Lojas Colombo, Lojas Quero-Quero, dentre outras. É autor de Endomarketing Inteligente: a empresa pensada de dentro para fora (Dublinense, 2010), atualmente o livro mais vendido no Brasil sobre o tema.


Data:

Turma única: Dias 11 e 12 de maio de 2011 das 8h30 às 18h00.


Local:

CENTRO DE EVENTOS CIEE

Avenida Dom Pedro II, n° 861 – Bairro Higienópolis

(estacionamento no local)


Carga Horária: 16 horas.

 

Investimento:

Valor por participante: R$ 860,00

Incluso: um exemplar do livro Endomarketing Inteligente (2010) de Daniel Costa.


 

Pagamento:

Via depósito bancário (Bradesco ou Sicredi) mediante liberação de nota fiscal.



Inscrições até 30/04/2011, com desconto de 10% até 31/03/2011.

Vagas limitadas (20 participantes). Temos descontos para mais de 2 participantes por empresa.

Interessados solicitar maiores informações e ficha de inscrição pelo fone (51) 3023.2020, pelo  e-mail curso@santodecasa.net ou ainda no link www.endomarketinginteligente.com.br.

Após inscrição confirmada somente serão aceitos cancelamentos até 30/04/2011 mediante cobrança de 30% do valor “cheio”.


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Por Daniel - 08 de agosto de 2010.

Lançado pela Editora Dublinense este livro representa um marco teórico-prático para o endomarketing no Brasil. Seu conteúdo é inédito, inovador e consistente, com aplicabilidade comprovada por grandes empresas. Destinado a empresários, executivos, consultores e profissionais de comunicação, marketing e recursos humanos, bem como a professores e estudantes destas áreas ou afin, sua proposta é transitar tanto no meio empresarial como no acadêmico.


Através de uma proposta dinâmica de autoconhecimento organizacional Endomarketing Inteligente propõe à empresa pensar a si mesma de dentro para fora, reconhecendo suas potencialidades e forças interiores como diferenciais competitivos. Em essência, este conceito sinaliza que a empresa perceba a importância representada pela sua menor fração divisível: o ser humano.

 

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Por Daniel - 23 de julho de 2010.

Comunicação Interna é um processo organizacional interativo e contínuo de troca de informações, opiniões e percepções que ocorre por meio de um conjunto diversificado de canais, diálogos, relacionamentos e dinâmicas sociais constituídas por atributos de linguagem, estéticos e discursivos, pertinentes à cultura desta organização, que visa promover identificação e cooperação entre seus membros para a consecução de objetivos comuns, com a finalidade de prosperar e perpetuar-se como grupo.

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Por Daniel - 22 de julho de 2010.

Considerando a evolução das abordagens sobre marketing interno constituídas a partir de diferentes raízes empíricas ou científicas de conceituação, este artigo propõe um novo conceito: endomarketing é um processo gerencial, cíclico e contínuo, direcionado ao propósito da organização, que é integrado aos seus demais processos de gestão e utiliza eticamente ferramentas multidisciplinares de incentivo, com o objetivo de promover a motivação das pessoas com seu trabalho e garantir seu compromisso com os objetivos estratégicos, contribuindo à obtenção de melhores resultados, econômicos e humanos, a partir de desempenhos superiores.

Esta proposta assume como premissas construtivas os atributos de valor elencados abaixo:

 

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Por Camila - 09 de julho de 2010.

Com seu humor inteligente, o jornalista Marcelo Tas é conhecido por inovar a linguagem da televisão brasileira, criando programas de sucesso de público. Idealizador e apresentador do CQC -- Custe o Que Custar, da Band, Tas recebeu Camila Lustosa, diretora de Jornalismo da Santo de Casa, para uma entrevista sobre inovação, desafios do jornalismo e papel da tecnologia nas vida das pessoas. Assista ao vídeo!



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Por Daniel - 02 de junho de 2010.

          Os rostos marcados por expressões ressentidas eram uma característica de todos naquela organização total. Porém havia nuances muito particulares neste orfanato. Primeiro, ele não possuía quartos, tampouco corredores longos e sombrios, não era cercado por muros, muito menos havia freiras a zelar pelas rotinas, aliás, nele, freiras eram indesejadas. A disposição de espaço e tempo no orfanato era muito específica: os órfãos ficavam espalhados mundo afora, presos em suas caselas nas quais se sentiam livres, mas se comunicavam uns com os outros com muita freqüência, das mais diversas formas possíveis, para conspirar sobre seus planos de fuga, datados desde 1917. Aliás, alguns membros mais antigos, até recentemente, ainda viviam em 1917.

O principal divertimento, ao contrário dos tantos orfanatos conhecidos, não era a televisão. O grupo preferia reuniões, pois nelas afloravam idéias que, mais cedo ou mais tarde, se transformavam em livros. A televisão fora totalmente banida desde a queda do muro de Berlim, evento cuja veracidade era apenas menos questionada que a conquista da lua. Contudo, nada era mais desejado que os passeios, mais ou menos freqüentes ao éden, refúgio perfeito onde aqueles órfãos, finalmente, sentiam-se em casa, o destino: Cuba.

         Muito mais que um orfanato, viviam todos em um mundo paralelo. Uma realidade própria que espelhava, verdadeiramente, aquilo que estava além das paredes inexistentes que os oprimiam. Do lado de fora, pessoas tratadas como gado, trancafiadas em indústrias e escritórios, e alimentadas com o vil metal, e nada possuíam, pois tudo lhes era oferecido em troca de submissão. Do lado de dentro, a vaidade fora suprimida, apesar de muitos questionarem se ela realmente não estava mais presente: o desejo de contrapor a estética, as longas barbas, as mulheres masculinizadas, e tanto outros estereótipos, tinham por objetivo exaltar o intelecto, mantendo-o acima da futilidade do capital. A vaidade era então transferida do corpo para o cérebro, e o conhecimento a moeda válida para as negociações não raramente árduas.

         Um órfão de Marx que honrasse sua pátria, apesar de não concordarem com a expressão por acreditar que Marx não poderia morrer, e também por acreditar que não havia pátria mãe, e sim um mundo sem fronteiras, propriedade da classe proletária, deveria fazer parte da resistência. Mais que fazer parte, deveria resistir bravamente pela causa da liberdade, a exemplo das muitas vitórias ocorridas ao longo da história, que garantiram a liberdade das pessoas – com o perdão da ironia.

Cada um em sua área, os órfãos se distribuíram para corromper o sistema, para apresentar ao “rebanho povo” a ilusão coletiva a que eram submetidos. Com tristeza, os mais antigos assistiram a derrocada do orfanato, do qual ainda restam alguns beliches ocupados por gentes de cabelo estranho, mas que se confundem quando recebem poder. A classe “operária” ainda guarda a ingenuidade, por isso não se impõe, por isso não destrói a estrutura. No final, alguns foram aglutinados, outros corrompidos, muitos não se vergaram e padeceram na mão de freiras em hospitais, parte deles se imortalizou em escritos clássicos que ecoam até hoje.


Nota ao leitor: Texto com inspiração livre na obra de Maurício Tragtenberg.

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Por Daniel - 02 de junho de 2010.

        Com uma precisão autônoma de quem repetira os mesmos movimentos, incansavelmente, por anos de reclusão, Flannery cumpriu seu ritual ao despertar. Ajeitou o cabelo com as mãos, vestiu um par de meias de lã (de cores diferentes, cada), caminhou sofregamente à cozinha onde bebericou, direto da jarra, alguns goles de suco de papaya, e como um réptil deglutiu as vieiras que sobraram do jantar. A seqüência só teve fim quando se postou à luneta, e lá ficou por infindáveis minutos.

       A mulher na espreguiçadeira parecia diferente hoje. Enquanto lia, balançava compulsivamente a perna e o pé direitos, como se brincasse com a sandália, ao mesmo tempo em que batucava os dedos na mesa auxiliar, aparentando uma ansiedade sem precedentes. Mr.Flannery sentiu-se culpado. Não era este tipo de livro que gostaria de ter escrito, mesmo que não fosse ele o autor. “Por que tanta angústia?” – pensou. Se ele não fosse matéria, nada disso estaria acontecendo, e mesmo que fosse o autor daquelas perturbadoras páginas, a ele elas não pertenceriam.

       Absorto, só deu-se conta de si quando o objeto de seu fetiche, de súbito, acendeu um cigarro e lançou o livro metros de distância. Levantou-se instintivamente, estava tonto, suava frio, correu para o lavabo em busca de alguma dignidade, e olhou fixamente o próprio rosto no espelho, cobrando uma resposta que o isentasse da responsabilidade. Lembrou de sua preocupação inócua em desmascarar os plagiadores japoneses por terem se apropriado de obras que, na verdade, ele mesmo poderia (ou deveria) ter escrito, só então percebendo como sua inquietude e voracidade filosófica escondiam, de fato, uma vaidade irritante. “A quem pertence um romance? Como posso cobrar um livro sem que seu preço seja vil ou obsceno?!” – naquele momento teve certeza, que escrever e ler eram a mesma coisa, misto de direito e dever. Não poderia se apropriar das próprias estórias, sendo elas originadas nele, ou apenas dele usuárias. A quem pertence uma fonte d’água em uma comunidade, senão a todos – lembrou de seu marxismo juvenil. Como a água, as palavras emanam da natureza, por outras vias, é claro, mas não é legítimo cercá-las com papel e, pretensiosamente, gravar um nome para garantir-lhe mérito.

         

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Por Daniel - 22 de maio de 2010.

Capítulo 1 – Sempre fui bom com números


Leléco.

Era assim que me chamavam na infância e na adolescência. Naquela época, confesso que não gostava do apelido, mas agora essa palavra me soa tão familiar. Pudera, com tantos amigos que eu não via há décadas, aqui reunidos.

Me lembro dos cabelos compridos e da barba mal feita que eu exibia com orgulho como sinal de rebeldia. Meu pai, um homem truculento, capitão da reserva, não tolerava meus hábitos pouco higiênicos, as roupas que costumava vestir, tampouco as músicas que me inspiravam. O “General”, como meu irmão e eu o batizamos carinhosamente, avançava firmemente do seu quarto até o nosso, fazendo ranger o assoalho de madeira rústica da velha casa no Petrópolis com sua marcha ritmada, e proferia com voz gutural:

- Abaixem o volume desta música de doidos!

Ficava lá, parado sob o umbral, exibindo suas feições rudes, marcadas pelo tempo de caserna, a mandíbula larga tremendo de raiva, os ralos cabelos cuidadosamente ajeitados com vaselina, e o volume da barriga coberto pelo roupão grená, até que abaixássemos o volume do hi-fi recém comprado com a venda de nossa coleção de gibis. Nossa mãe, resignada, tratava de amansar a fera como podia. “Não seja tão duro com os meninos”, repetia com freqüência, sem muito sucesso. Era uma mulher forte, gringa de Antônio Prado, que todos os domingos cortava manualmente o macarrão que servia à família. Tinha uma sabedoria pragmática, minha mãe. Recomendava que estudássemos para ser alguém na vida, e usava os poucos tostões que ganhava com a venda de cucas à vizinhança para nos comprar livros, que devíamos ler e contar pra ela, depois, com a maior riqueza de detalhes possível.

O pai recebeu com euforia a notícia da “revolução” em 64. Estava certo de que o país, finalmente, seria salvo pelas mãos firmes do regime. Eu não me importei muito com aquilo tudo, meus interesses aos quinze anos eram outros, e só fui entender o que estava acontecendo, dois anos mais tarde, quando levei alguns sopapos de policiais que invadiram o grêmio da escola em busca de ativistas subversivos.

Desde então minha vida mudou bastante. Ao contrário do que o General queria, uma inscrição na escola de engenharia do exército, fiz e passei no vestibular de economia da federal, e já no primeiro mês fazia parte do diretório acadêmico. Fui galgando posições na hierarquia estudantil após ser preso duas vezes (prisão dava status naquele tempo) por discursar no pátio da faculdade. Já na primeira, cortaram minhas longas melenas. Ainda lembro com saudades dessa época.

 

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Por Camila - 16 de maio de 2010.

O que um dramaturgo tem a dizer sobre o dia a dia nas organizações? Pois o premiado ator e diretor de teatro Ricardo Blat mostra que a vivência no meio artístico proporciona lições úteis aos colaboradores de uma empresa. Aos 59 anos, segundo grau completo e uma trajetória de sucesso, ele também ministra palestras pelo Brasil falando sobre o papel do líder na condução dos trabalhos, a importância da comunicação e da colaboração entre as pessoas, o desafio de lidar com as críticas, os elogios, os egos e a pressão no ambiente de trabalho. Vale a pena conferir.


Camila LustosaAo longo da sua carreira, você teve contato com críticas e elogios. Que cuidados são necessários para lidar com esses dois extremos: o elogio e a crítica?

Ricardo Blat – É preciso lidar com cautela. Procurar reconhecer o verdadeiro valor do elogio, transformando-o num estímulo para melhorar, cada vez mais, seu desempenho. Exercitar um olhar em que prevalece a humildade (sinônimo de inteligência) é fundamental nessas horas. Até porque, muitas vezes, o resultado de um trabalho ou projeto é fruto da colaboração de um grupo maior. Assim, é possível aproveitar críticas e elogios de forma impessoal, analisando as opiniões sobre o trabalho com eficiência, de forma clara, objetiva, não deixando que o emocional turve a compreensão. O importante é que o espetáculo da vida continue, marcando as pessoas a nossa volta de forma positiva.


CL - Para quem tem equipe, que cuidados são necessários ao lançar críticas e elogios?

RB - Recomendo um comportamento respeitoso, que ajude a equipe ampliar suas potencialidades, estimulando descobertas, eliminando tensões desnecessárias e cultivando um ambiente onde a equipe sinta-se segura para trabalhar com verdadeira disponibilidade. Um cuidado que tenho é jamais lançar críticas a alguém em frente ao grupo todo. Ninguém gosta de ter seus erros apontados em público. Quanto ao elogio, busco praticá-los referenciando o grupo, sem privilégios.


CL - Em suas palestras, você menciona a importância de trabalho em equipe. Que erros as pessoas costumam incorrer quando precisam trabalhar em equipe?

RB - As atitudes individualistas minam qualquer trabalho em equipe. É impossível ser feliz sozinho, já dizia o poeta. Quando cada integrante de uma equipe sente-se seguro de sua capacidade, compreende suas limitações e recebe bem a contribuição do colega, há aumento significativo da qualidade do trabalho. A centralização por parte do líder também é algo recorrente. Pergunto-me de tempos em tempos se estou dando autonomia suficiente para o grupo fazer o que propus, errar e dar o melhor de si.

 

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