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	<title>Santo de Casa Endomarketing - Agência de Endomarketing - Porto Alegre - Brasil &#187; Coluna dos Diretores</title>
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	<description>Santo de Casa é uma agência de Endomarketing e Comunicação Interna de Porto Alegre</description>
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		<title>Simplifique</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 02:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna dos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Camila Lustosa, diretora executiva Santo de Casa Endomarketing

 
Frases curtas e na ordem direta. Síntese do conteúdo, com informação que prenda a atenção do leitor. Parece simples, mas ainda é um desafio para redatores e jornalistas que atuam no meio empresarial se comunicarem desta forma.
Independente do segmento &#8211; indústria, varejo ou serviços – hoje, produzimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Camila Lustosa, diretora executiva Santo de Casa Endomarketing</strong></p>
<p><strong><br />
 </strong></p>
<p>Frases curtas e na ordem direta. Síntese do conteúdo, com informação que prenda a atenção do leitor. Parece simples, mas ainda é um desafio para redatores e jornalistas que atuam no meio empresarial se comunicarem desta forma.</p>
<p>Independente do segmento &#8211; indústria, varejo ou serviços – hoje, produzimos conteúdo para um público diverso dentro das empresas. A simplificação da linguagem já não é uma exigência apenas para as pessoas que não tiveram oportunidade de estudar. Há também os que leram muito e frequentaram a universidade e cursos de pós-graduação, mas precisam, por força da atividade,  “decupar” uma quantidade enorme de informação vinda de dentro e de fora da empresa. De novo, a mensagem precisa vir de forma clara, didática.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Comunicar-se hoje requer linguagem enxuta, clara, direta e, sim, com algum nível de redundância. Aos jornalistas, principalmente, esqueçam o que aprenderam na faculdade: repitam palavras, usem o colóquio, deixem clara a mensagem. Se considerarmos os processos de cognição estudados pela ciência, a repetição é um dos meios para aprender e reter a informação.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Há algumas curiosidades sobre o quanto a linguagem pode ser uma estratégia na comunicação interna nas organizações. A simplificação da linguagem pode melhorar questões relacionadas à segurança do trabalho, por exemplo. Durante uma recente palestra com linguistas, conhecemos a história de uma indústria na província de Quebéc (Canadá). A empresa era gerida por ingleses e contava com trabalhadores franceses na área operacional. Ao usarem na comunicação palavras e termos muito exclusivos de sua cultura, os ingleses dificultaram o entendimento sobre os processos de trabalho. Resultado: os acidentes, muitos deles com vítimas fatais, eram comuns. Ao ajustarem a comunicação, utilizando palavras mais simples e universais, a comunicação tornou-se mais efetiva para todos, independente da classe social, nacionalidade ou setor.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>E veja bem: não estamos falando de empobrecimento do texto. Estamos falando de algo maior, usar a linguagem culta a nosso favor, de forma a nos ajudar a atingir um resultado mais efetivo. Vale pensar na ideia, principalmente quando estivermos escrevendo para pessoas com escolaridade básica ou com excesso de informação para “digerir”.</p>
<p>Não é à toa que veículos como Metro, Diário Gaúcho &#8211; este um dos maiores sucessos editoriais do RS -, dentro tantos outros bons exemplos, são objetos de pesquisa entre linguistas e estudiosos da linguagem.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>E podem não ser os veículos que você assinaria, mas conseguem ser claros e efetivos junto a qualquer um que tomá-los em suas mãos para informar-se sobre algo.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Fica a dica.</p>
<p><a href="http://www.santodecasa.net/wp-content/uploads/2012/02/imagem5-800x2911.jpg" rel="lightbox[5801]"><img src="http://www.santodecasa.net/wp-content/uploads/2012/02/imagem5-800x2911.jpg" alt="" title="imagem5-800x291" width="600" height="241" class="alignleft size-full wp-image-5831" /></a></p>
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		<title>Programa de treinamento “Endomarketing Inteligente: conceito, processo e prática”</title>
		<link>http://www.santodecasa.net/2011/03/programa-de-treinamento-%e2%80%9cendomarketing-inteligente-conceito-processo-e-pratica%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 03:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna dos Diretores]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda como um programa de endomarketing estrategicamente orientado pode proporcionar à sua empresa melhores resultados humanos e econômicos a partir de desempenhos superiores, colaboradores orgulhosos e comprometidos, relações de trabalhos mais sólidas e duradouras, e um clima organizacional altamente motivador.

Objetivo: Capacitar os profissionais participantes a implementarem melhorias nos programas de endomarketing e comunicação interna de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entenda como um programa de endomarketing estrategicamente orientado pode proporcionar à sua empresa melhores resultados humanos e econômicos a partir de desempenhos superiores, colaboradores orgulhosos e comprometidos, relações de trabalhos mais sólidas e duradouras, e um clima organizacional altamente motivador.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Objetivo:</strong> Capacitar os profissionais participantes a implementarem melhorias nos programas de endomarketing e comunicação interna de suas empresas a partir do desenvolvimento de novas competências técnicas associadas à assimilação teórica, processual e prática dos conceitos e ferramentas mais modernos e eficazes sobre os temas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Público:</strong> Analistas, gestores e demais profissionais de recursos humanos, comunicação e/ou marketing, que em suas empresas atuem na área de endomarketing e comunicação interna.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Turmas anteriores pelo Brasil já reuniram mais de 350 alunos de empresas como: </strong>Banco do Brasil, Eletrobras, AES Brasil, Brasil Foods, Unimed, Sicredi, Marcopolo, Grupo RBS, Thyssenkrupp, Souza Cruz, AGCO, John Deere, entre outras.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>PROGRAMA:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Módulo I – Fundamentos do Endomarketing </strong></p>
<p>Breve histórico e contexto organizacional</p>
<p>Paradoxo Motivação vs. Desempenho</p>
<p>O Engajamento nas empresas e sua correlação com a lucratividade</p>
<p>Conceito e premissas</p>
<p>Composto de Endomarketing</p>
<p>Processo de Gestão do Endomarketing</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Módulo II – Comunicação Organizacional Interna</strong></p>
<p>Conceito</p>
<p>Dimensões: Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas (internos)</p>
<p>Canais Internos de Comunicação (impressos, audiovisuais e eletrônicos)</p>
<p>Ciclo Motivacional de Canais Internos</p>
<p>Estruturas Internas de Mídia</p>
<p>Concorrência com comunicação ‘externa’</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Módulo III – Gestão Estratégica de Endomarketing e Comunicação Interna</strong></p>
<p>Pesquisa em Endomarketing e Comunicação Interna</p>
<p>Planejamento e Gestão de Programas Corporativos</p>
<p>Redes e Praças de Comunicação Interna</p>
<p>Segmentação para envolvimento dos Gestores</p>
<p>Multiplicadores de Comunicação Interna</p>
<p><strong><em>Estudos de Casos</em></strong></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Módulo IV – Prática</strong></p>
<p>Processos de Propaganda Interna</p>
<p>Processos de Jornalismo</p>
<p><strong><em>Exercícios Práticos</em></strong></p>
<p>Debate e troca de experiências</p>
<p>Conclusões finais</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Instrutor:</strong> Daniel Costa, Diretor de Gestão da Santo de Casa :: Endomarketing, é administrador de empresas, cursou mestrado no PPGA/UFRGS, é consultor e instrutor organizacional, especializado em gestão de pessoas, atuou como executivo em grandes organizações como Xerox do Brasil e Claro Digital, foi professor (Unisinos) e comentarista de economia e negócios na Rádio BAND AM. Possui ampla experiência em projetos de endomarketing e comunicação interna para empresas como AES Brasil, NET, SICREDI, CSN, Renault do Brasil, Brasil Foods, Cia.Zaffari, Votorantim Cimentos, Grupo RBS, RGE/CPFL, REFAP Petrobras, Petrobras Transportes, Tractebel Energia, John Deere, Ecofrotas, Marcopolo, Panvel Farmácias, Petroquímica Triunfo, Killing, Grupo Henrique Stefani, HERC, Sulmaq, Cooplantio, Brasil Telecom, Famastil Taurus, Ouro e Prata, Synteko, SESC/RS, SEBRAE/RS, Unisinos, Unimed POA, Lojas Colombo, Lojas Quero-Quero, dentre outras. É autor de <strong><em>Endomarketing Inteligente: a empresa pensada de dentro para fora</em></strong> (Dublinense, 2010), atualmente o livro mais vendido no Brasil sobre o tema.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Data:</strong></p>
<p>Turma única: Dias 11 e 12 de maio de 2011 das 8h30 às 18h00.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Local:</strong></p>
<p>CENTRO DE EVENTOS CIEE</p>
<p>Avenida Dom Pedro II, n° 861 – Bairro Higienópolis</p>
<p>(estacionamento no local)</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Carga Horária:</strong> 16 horas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Investimento:</strong></p>
<p>Valor por participante: R$ 860,00</p>
<p>Incluso: um exemplar do livro <strong><em>Endomarketing Inteligente</em></strong> (2010) de Daniel Costa.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Pagamento:</strong></p>
<p>Via depósito bancário (Bradesco ou Sicredi) mediante liberação de nota fiscal.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Inscrições até 30/04/2011, com desconto de 10% até 31/03/2011. </strong></p>
<p><strong>Vagas limitadas (20 participantes). Temos descontos para mais de 2 participantes por empresa.</strong></p>
<p><strong>Interessados solicitar maiores informações e ficha de inscrição pelo fone (51) 3023.2020, pelo  e-mail <a href="mailto:curso@santodecasa.net"><span style="text-decoration: underline;">curso@santodecasa.net</span></a> ou ainda no link <a href="http://www.endomarketinginteligente.com.br/"><span style="text-decoration: underline;">www.endomarketinginteligente.com.br</span></a>.</strong></p>
<p><strong>Após inscrição confirmada somente serão aceitos cancelamentos até 30/04/2011 mediante cobrança de 30% do valor “cheio”.</strong></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
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		<title>Endomarketing Inteligente já está à venda</title>
		<link>http://www.santodecasa.net/2010/08/endomarketing-inteligente/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 21:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna dos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Endomarketing]]></category>

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		<description><![CDATA[Lançado pela Editora Dublinense este livro representa um marco teórico-prático para o endomarketing no Brasil. Seu conteúdo é inédito, inovador e consistente, com aplicabilidade comprovada por grandes empresas. Destinado a empresários, executivos, consultores e profissionais de comunicação, marketing e recursos humanos, bem como a professores e estudantes destas áreas ou afin, sua proposta é transitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="ENDOMARKETING_finalizando-03" src="http://www.santodecasa.net/wp-content/uploads/2010/07/ENDOMARKETING_finalizando-031.jpg" alt="" width="175" height="259" />Lançado pela Editora Dublinense este livro representa um marco teórico-prático para o endomarketing no Brasil. Seu conteúdo é inédito, inovador e consistente, com aplicabilidade comprovada por grandes empresas. Destinado a empresários, executivos, consultores e profissionais de comunicação, marketing e recursos humanos, bem como a professores e estudantes destas áreas ou afin, sua proposta é transitar tanto no meio empresarial como no acadêmico.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Através de uma proposta dinâmica de autoconhecimento organizacional <em><strong>Endomarketing Inteligente</strong></em> propõe à empresa pensar a si mesma de dentro para fora, reconhecendo suas potencialidades e forças interiores como diferenciais competitivos. Em essência, este conceito sinaliza que a empresa perceba a importância representada pela sua menor fração divisível: o ser humano.</p>
<p><span id="more-2905"></span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Quais os diferenciais de <em>Endomarketing Inteligente</em> em relação às demais publicações do mercado?</span></strong></p>
<p><strong>Consistência teórica:</strong> o livro faz uma análise profunda e detalhada da evolução do conceito de endomarketing antes de propor um novo, sendo muito útil a acadêmicos e profissionais.</p>
<p><strong>Legitimidade prática:</strong> o autor sustenta suas proposições na experiência obtida como um dos mais respeitados consultores do Brasil nesta área.</p>
<p><strong>Aplicabilidade:</strong> os conceitos e técnicas apresentados no livro são aplicáveis desde o planejamento até a execução de programas de endomarketing e comunicação interna.</p>
<p><strong>Estratégia:</strong> comprova a relação direta do endomarketing com o desempenho e a lucratividade das empresas, demonstrando ainda suas correlações com gestão de pessoas, posicionamento de mercado, processos de tomada de decisão e estratégia de negócios.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Quais os principais temas de <em>Endomarketing Inteligente</em>?</span></strong></p>
<p>• O endomarketing, seu contexto e seu impacto no desempenho das pessoas.</p>
<p>• O endomarketing e o processo de tomada de decisões nas empresas.</p>
<p>• O Composto de Endomarketing, e sua correlação com os 4P´s de Phillip Kotler.</p>
<p>• Um novo conceito para o endomarketing.</p>
<p>• Os seis princípios do endomarketing.</p>
<p>• Comunicação interna: função, canais, segmentação, mobilização de lideranças, pesquisa.</p>
<p>• Indicadores de comunicação interna.</p>
<p>• Implementação de programas de endomarketing e comunicação interna.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Como comprar?</strong> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Pela internet acesse <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=endomarketing+inteligente&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=1472471781289374394172953&amp;k5=142FF589&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OIPRAG&amp;x=0&amp;y=0"><span style="font-size: medium;">Livraria Cultura</span></a> ou procure nas lojas das principais livrarias do Brasil.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><br class="spacer_" /></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="color: #0000ff;"><span style="background-color: #ffcc00;"><span style="color: #000000;">Já leu <em><strong>Endomarketing Inteligente</strong></em>? </span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="color: #0000ff;"><span style="background-color: #ffcc00;"><span style="color: #000000;">Então deixe aqui um comentário com sua opinião sobre o livro.</span></span></span></span></p>
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		<item>
		<title>o que é comunicação interna?</title>
		<link>http://www.santodecasa.net/2010/07/o-que-e-comunicacao-interna/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 13:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna dos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação Interna]]></category>

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		<description><![CDATA[Comunicação Interna é um processo organizacional interativo e contínuo de troca de informações, opiniões e percepções que ocorre por meio de um conjunto diversificado de canais, diálogos, relacionamentos e dinâmicas sociais constituídas por atributos de linguagem, estéticos e discursivos, pertinentes à cultura desta organização, que visa promover identificação e cooperação entre seus membros para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Comunicação Interna</strong> é um processo organizacional interativo e contínuo de troca de informações, opiniões e percepções que ocorre por meio de um conjunto diversificado de canais, diálogos, relacionamentos e dinâmicas sociais constituídas por atributos de linguagem, estéticos e discursivos, pertinentes à cultura desta organização, que visa promover identificação e cooperação entre seus membros para a consecução de objetivos comuns, com a finalidade de prosperar e perpetuar-se como grupo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que é endomarketing?</title>
		<link>http://www.santodecasa.net/2010/07/o-que-e-endomarketing/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna dos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel]]></category>
		<category><![CDATA[Endomarketing]]></category>
		<category><![CDATA[Endomarketing Inteligente]]></category>

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		<description><![CDATA[Considerando a evolução das abordagens sobre marketing interno constituídas a partir de diferentes raízes empíricas ou científicas de conceituação, este artigo propõe um novo conceito: endomarketing é um processo gerencial, cíclico e contínuo, direcionado ao propósito da organização, que é integrado aos seus demais processos de gestão e utiliza eticamente ferramentas multidisciplinares de incentivo, com o objetivo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considerando a evolução das abordagens sobre marketing interno constituídas a partir de diferentes raízes empíricas ou científicas de conceituação, este artigo propõe um novo conceito: <strong><em><span style="text-decoration: underline;">endomarketing</span> é um processo gerencial, cíclico e contínuo, direcionado ao propósito da organização, que é integrado aos seus demais processos de gestão e utiliza eticamente ferramentas multidisciplinares de incentivo, com o objetivo de promover a motivação das pessoas com seu trabalho e garantir seu compromisso com os objetivos estratégicos, contribuindo à obtenção de melhores resultados, econômicos e humanos, a partir de desempenhos superiores.</em></strong><em> </em></p>
<p>Esta proposta assume como premissas construtivas os atributos de valor elencados abaixo:</p>
<p><span id="more-2735"></span></p>
<ul>
<li>· Resultados com finalidade: a motivação não é o objetivo principal do endomarketing, e sim um dos meios pelos quais se atingem melhores resultados. As empresas existem para produzir resultados, sejam estes econômicos, humanos, sociais e até mesmo políticos. Desta forma, é preciso compreender que não se faz endomarketing para que as pessoas sejam mais felizes, mas sim para que elas produzam melhor, logo, e consequentemente, se realizem profissionalmente, ficando mais próximas de seu ideal de felicidade. </li>
<li>· Construção ou perpetuação cultural: cada organização acaba por desenvolver uma cultura própria, fortemente influenciada por seu posicionamento de mercado, e é nos atributos culturais sedimentados que residem os fatores de aprendizagem e desenvolvimento da empresa, encontrando na identidade seu principal fator de integração, e na linguagem (comunicação) o meio pelo qual a cultura se propaga ou se renova. Dessa forma, a cultura organizacional é análoga a uma espinha dorsal dos programas de marketing interno. Pode-se esperar que um programa de endomarketing promova a identificação entre os membros de uma determinada organização, mesmo que estes trabalhem em países diferentes, jamais a integração entre eles.  </li>
<li>· Ética: para atingir os resultados esperados pela empresa, os meios são extremamente importantes. Tendo em vista que a prática do endomarketing e suas técnicas de comunicação interna podem suprimir conflitos, desviar atenção de questões importantes, minimizar o impacto negativo de pontos delicados, dentre outras situações, cabe à organização que conduz este processo grande responsabilidade por suas ações, não apenas com seu público interno, mas também com toda sociedade.  </li>
<li>· Multidisciplinaridade e Interfuncionalidade: os processos de gestão das empresas são, por essência, plurais e multidisciplinares, congregando diversos grupos de especialidades com foco em objetivos únicos. Portanto, não é possível caracterizar estratégias de endomarketing que gerem resultados apenas a partir de uma única visão conceitual, mas sim conciliando diferentes áreas de conhecimento como Administração, Psicologia, Sociologia e também, Comunicação (Relações Públicas, Publicidade, Jornalismo). </li>
<li>· Informação como insumo: o principal objeto de trabalho do endomarketing não são informações. Contudo, a comunicação interna deve garantir o fluxo eficaz de informações e estabelecer a correlação entre elas com o objetivo de gerar conhecimento, tendo em vista que este é o subsídio principal para o processo de tomada de decisão. É nas decisões ponderadas e alinhadas à orientação estratégica da empresa que reside seu sucesso. Não basta ao colaborador desejar fazer a coisa certa, é também preciso estar apto para fazê-la.  </li>
<li>· Interatividade: endomarketing é um processo gerencial e não uma simples ferramenta, logo, ao assumir a conclusão inequívoca que as empresas têm sua constituição essencial de talentos humanos, faz-se marketing interno para as pessoas. Assim sendo, não há como prescindir da interação dos colaboradores com os programas de endomarketing implementados, até porque sua avaliação e feedback são imprescindíveis à eficácia dos mesmos. Em um programa organizacional de marketing interno, tão ou mais importante que falar às pessoas é ouvi-las.  </li>
<li>· Adaptabilidade e Intransigência Ideológica: em uma ótica evolucionista, estabelecer um processo consistente de gestão de endomarketing é fundamental para garantir que a empresa adapte-se facilmente às mudanças no ambiente de negócios, garantindo permanentemente seus resultados. Em uma realidade competitiva em que a única certeza é a mudança, é uma obviedade afirmar que é preciso estar preparado para mudar de rumo rapidamente, aprendendo e inovando melhor e mais rápido que a concorrência como forma de sobreviver às alterações do cenário. Neste sentido, o marketing interno continuado e estratégico garante uma melhor “navegação” da empresa por mares revoltos, ou seja, é uma ferramenta importante à gestão de mudanças. Entretanto, se mudar é preciso, manter o que é essencial à empresa, sua ideologia central e conjunto de valores responsáveis pela perpetuidade do negócio, fatores usualmente associados às empresas visionárias, líderes e duradouras, também o é. Apoiar não apenas a gestão de mudanças, mas também a gestão de continuidades, é premissa básica do marketing interno. </li>
</ul>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Por: Daniel Costa, adaptado de <strong><em>Endomarketing Inteligente</em></strong> (Dublinense, 2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><em> </em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Santo de Casa entrevista Marcelo Tas</title>
		<link>http://www.santodecasa.net/2010/07/santo-de-casa-entrevista-marcelo-tas/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 02:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna dos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[






www.youtube.com/watch?v=hvzsGgMI9XwCom seu humor inteligente, o jornalista Marcelo Tas é conhecido por inovar a linguagem da televisão brasileira, criando programas de sucesso de público. Idealizador e apresentador do CQC -- Custe o Que Custar, da Band, Tas recebeu Camila Lustosa, diretora de Jornalismo da Santo de Casa, para uma entrevista sobre inovação, desafios do jornalismo e papel da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=hvzsGgMI9Xw"><div style="float:left;margin-right: 10px;"><span class="youtube">
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=hvzsGgMI9Xw">www.youtube.com/watch?v=hvzsGgMI9Xw</a></p></div></a>Com seu humor inteligente, o jornalista Marcelo Tas é conhecido por inovar a linguagem da televisão brasileira, criando programas de sucesso de público. Idealizador e apresentador do CQC -- Custe o Que Custar, da Band, Tas recebeu Camila Lustosa, diretora de Jornalismo da Santo de Casa, para uma entrevista sobre inovação, desafios do jornalismo e papel da tecnologia nas vida das pessoas. Assista ao vídeo!<br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
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		<title>O orfanato</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 15:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>          Os rostos marcados por expressões ressentidas eram uma característica de todos naquela organização total. Porém havia nuances muito particulares neste orfanato. Primeiro, ele não possuía quartos, tampouco corredores longos e sombrios, não era cercado por muros, muito menos havia freiras a zelar pelas rotinas, aliás, nele, freiras eram indesejadas. A disposição de espaço e tempo no orfanato era muito específica: os órfãos ficavam espalhados mundo afora, presos em suas caselas nas quais se sentiam livres, mas se comunicavam uns com os outros com muita freqüência, das mais diversas formas possíveis, para conspirar sobre seus planos de fuga, datados desde 1917. Aliás, alguns membros mais antigos, até recentemente, ainda viviam em 1917.</p>
<p>O principal divertimento, ao contrário dos tantos orfanatos conhecidos, não era a televisão. O grupo preferia reuniões, pois nelas afloravam idéias que, mais cedo ou mais tarde, se transformavam em livros. A televisão fora totalmente banida desde a queda do muro de Berlim, evento cuja veracidade era apenas menos questionada que a conquista da lua. Contudo, nada era mais desejado que os passeios, mais ou menos freqüentes ao éden, refúgio perfeito onde aqueles órfãos, finalmente, sentiam-se em casa, o destino: Cuba.</p>
<p>         Muito mais que um orfanato, viviam todos em um mundo paralelo. Uma realidade própria que espelhava, verdadeiramente, aquilo que estava além das paredes inexistentes que os oprimiam. Do lado de fora, pessoas tratadas como gado, trancafiadas em indústrias e escritórios, e alimentadas com o vil metal, e nada possuíam, pois tudo lhes era oferecido em troca de submissão. Do lado de dentro, a vaidade fora suprimida, apesar de muitos questionarem se ela realmente não estava mais presente: o desejo de contrapor a estética, as longas barbas, as mulheres masculinizadas, e tanto outros estereótipos, tinham por objetivo exaltar o intelecto, mantendo-o acima da futilidade do capital. A vaidade era então transferida do corpo para o cérebro, e o conhecimento a moeda válida para as negociações não raramente árduas.</p>
<p>         Um órfão de Marx que honrasse sua pátria, apesar de não concordarem com a expressão por acreditar que Marx não poderia morrer, e também por acreditar que não havia pátria mãe, e sim um mundo sem fronteiras, propriedade da classe proletária, deveria fazer parte da resistência. Mais que fazer parte, deveria resistir bravamente pela causa da liberdade, a exemplo das muitas vitórias ocorridas ao longo da história, que garantiram a liberdade das pessoas – com o perdão da ironia.</p>
<p>Cada um em sua área, os órfãos se distribuíram para corromper o sistema, para apresentar ao “rebanho povo” a ilusão coletiva a que eram submetidos. Com tristeza, os mais antigos assistiram a derrocada do orfanato, do qual ainda restam alguns beliches ocupados por gentes de cabelo estranho, mas que se confundem quando recebem poder. A classe “operária” ainda guarda a ingenuidade, por isso não se impõe, por isso não destrói a estrutura. No final, alguns foram aglutinados, outros corrompidos, muitos não se vergaram e padeceram na mão de freiras em hospitais, parte deles se imortalizou em escritos clássicos que ecoam até hoje.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><em>Nota ao leitor: Texto com inspiração livre na obra de Maurício Tragtenberg.</em></p>
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		<title>A viagem Insólita de Silas Flannery</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 14:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>        Com uma precisão autônoma de quem repetira os mesmos movimentos, incansavelmente, por anos de reclusão, Flannery cumpriu seu ritual ao despertar. Ajeitou o cabelo com as mãos, vestiu um par de meias de lã (de cores diferentes, cada), caminhou sofregamente à cozinha onde bebericou, direto da jarra, alguns goles de suco de papaya, e como um réptil deglutiu as vieiras que sobraram do jantar. A seqüência só teve fim quando se postou à luneta, e lá ficou por infindáveis minutos.</p>
<p>       A mulher na espreguiçadeira parecia diferente hoje. Enquanto lia, balançava compulsivamente a perna e o pé direitos, como se brincasse com a sandália, ao mesmo tempo em que batucava os dedos na mesa auxiliar, aparentando uma ansiedade sem precedentes. Mr.Flannery sentiu-se culpado. Não era este tipo de livro que gostaria de ter escrito, mesmo que não fosse ele o autor. “Por que tanta angústia?” – pensou. Se ele não fosse matéria, nada disso estaria acontecendo, e mesmo que fosse o autor daquelas perturbadoras páginas, a ele elas não pertenceriam.</p>
<p>       Absorto, só deu-se conta de si quando o objeto de seu fetiche, de súbito, acendeu um cigarro e lançou o livro metros de distância. Levantou-se instintivamente, estava tonto, suava frio, correu para o lavabo em busca de alguma dignidade, e olhou fixamente o próprio rosto no espelho, cobrando uma resposta que o isentasse da responsabilidade. Lembrou de sua preocupação inócua em desmascarar os plagiadores japoneses por terem se apropriado de obras que, na verdade, ele mesmo poderia (ou deveria) ter escrito, só então percebendo como sua inquietude e voracidade filosófica escondiam, de fato, uma vaidade irritante. “A quem pertence um romance? Como posso cobrar um livro sem que seu preço seja vil ou obsceno?!” – naquele momento teve certeza, que escrever e ler eram a mesma coisa, misto de direito e dever. Não poderia se apropriar das próprias estórias, sendo elas originadas nele, ou apenas dele usuárias. A quem pertence uma fonte d’água em uma comunidade, senão a todos – lembrou de seu marxismo juvenil. Como a água, as palavras emanam da natureza, por outras vias, é claro, mas não é legítimo cercá-las com papel e, pretensiosamente, gravar um nome para garantir-lhe mérito.</p>
<p>       <span id="more-1938"></span>O espelho ao qual sua vida tinha se resumido agora estava translúcido, não sentia seus pés nem mãos, mas de uma maneira estranha sabia que estava se movimentando, rápida e vigorosamente. Tudo a seu redor passou a girar em sentido oposto àquele que o próprio Flannery girava, tendo o espelho como epicentro; sentiu náuseas. Sua sensação inusitada apenas foi interrompida por sua própria voz: “Bem vindo a Tlön, Silas!”.</p>
<p>       Com ceticismo olhou ao redor, esfregou os olhos e mirou o espelho novamente, sua imagem lá persistia, porém estava sem óculos, e mais uma vez a imagem tomou a iniciativa, repetindo: “Bem vindo a Tlön, Silas!”.</p>
<p>       - Quem é você? Onde estou? – reproduziu todos os clichês que tanto refutara em seus livros, estava totalmente indefeso. – Mas, mas, você é um espelho?!</p>
<p>       - Lamento Silas, não sou um espelho. Aqui nós abominamos os espelhos, eles multiplicam os homens, fato que dificulta o equilíbrio do conceito de universo. Eu vim recebê-lo, e tentar ajudar em tua busca.</p>
<p>       - Eu não compreendo – foi interrompido por um grande pássaro de aparência inconcebível, que cortou ar pousando em uma árvore azul onde, antigamente, costumava ser sua varanda. – Você é igual a mim&#8230; eu estava em casa. Onde está minha luneta?</p>
<p>       - Não sou igual a você – declarou o clone. – é você que me enxerga à sua imagem porque quando vieste para cá, procuravas a si mesmo. Meu nome não é importante. Agora, siga-me!</p>
<p>       Como se não houvesse melhor opção, cedeu ao convite e, com passos hipnóticos, iniciou uma caminhada atrás daquele ser elemental que pretendia ser ele mesmo. Pelo caminho distribuíam-se plantas disformes, construções de forma espiral, animais exóticos, enfim, um cenário pictórico. Ao mesmo tempo em que caminhavam, seu guia falava-lhe a respeito do lugar e, apesar de algumas palavras incompreensíveis, Flannery, compreendeu que, na verdade não saíra do vale. Tlön coexiste a seu próprio mundo, porém sua lógica absurda permite ser atemporal, perene e, misteriosamente, pertence a uma dimensão de características sutis. Dessa forma, Tlön sempre esteve ali, alimentando-se da dispersão organizada e cartesiana do pensamento humano.</p>
<p>Seu cicerone contou-lhe que naquele país de proporções intercontinentais, havia livros (não assinados), mas não havia editoras, aliás, nada que fluísse da natureza ou das pessoas poderia pertencer a ninguém. Assim sendo, as organizações eram naturalmente constituídas sob uma regra fundamental: deveriam extinguir-se tão logo cumprissem seu propósito.</p>
<p>       O escritor atormentado aprendeu que no rico vocabulário de Tlön não existia signo equivalente à palavra igual. Nenhuma flexão lingüística, por mais elaborada que fosse, poderia transpor o limite de compreensão dos habitantes locais que não concebiam a possibilidade de que alguma coisa pudesse ser idêntica à outra. A palavra similar a diferente era amplamente utilizada, precedendo inúmeros substantivos. Há também outro conceito um pouco confuso, o de antagonismo. Em Tlön não faz muito sentido apropriar um significado oposto a tudo. Aquilo que é, simplesmente é, e torna seu entendimento auto-suficiente, não sendo necessárias exceções para confirmar regras, até porque não há regras, tampouco certezas. A propósito, a maior angústia dos autores é contestar suas próprias conclusões, apenas negam o método simplista de subverter a realidade para chegar à antítese.</p>
<p>Repentinamente o “outro-eu” de Flannery parou, voltou-se para o original atônito e disse:</p>
<p>       - Aqui termina sua viagem neste lugar. Você poderá continuá-la se quiser, mas não mais em minha companhia, e deve voltar para o lugar onde remanescem suas raízes.</p>
<p>       - Não entendo. Há tanto a descobrir, e você me mostrou tão pouco. Não quero partir ainda, como poderei conviver com a curiosidade – indagou Silas muito mais seguro do que no início da jornada.</p>
<p>       - Tolo, se não queres voltar é porque não aprendeu nada. Foi tua angústia e tua sede que te trouxeram aqui. Cumpriste tua busca, agora vai, cumpre teu destino porque tua viagem não acaba aqui.</p>
<p>       “Isso não faz sentido” &#8211; eram as últimas palavras que lembrava. Não tinha certeza se haviam sido ditas por ele ou não, mas depois de algum tempo compreendeu que elas foram sua passagem de volta. Sentido era algo que só tinha razão de ser no mundo de onde viera, portanto questioná-lo foi seu atestado de que a ele pertencia. Definitivamente estava preso a uma ordenada, e percebeu que não passava de uma função de x. Seu retorno foi rápido e aterrador, perdeu a sensibilidade nas extremidades, e de repente, após uma forte flexão muscular, reconheceu seu banheiro. No momento da chegada uma batida forte na porta rompeu o silêncio. Era seu editor, preocupado com o fato dele ter sumido por cerca de dois meses.</p>
<p>       Apenas alguns dias, e muitas explicações depois, ele pode reunir coragem para voltar a escrever. Sentou-se à escrivaninha, pensou, mas por mais de três horas não conseguiu compartilhar nada com o papel. Inesperadamente foi tomado de ímpeto e começou a agredir as teclas, até que o sono o venceu. Na folha solitária lia-se:</p>
<p>       “Aqui jaz parte de mim, abatida pela incapacidade de ser igual. Tlön está em mim, por isso a culpa que sinto agora é diferente. Antes perseguia a perfeição, mas descobri que ela não pode ser alcançada. A perfeição é um conceito originado a partir de minha realidade grotesca que estabelece fronteiras à criatividade, transformando meus leitores em réplicas sofisticadas de meus pensamentos.</p>
<p>       Quando escrevo, lido com variáveis, estudo as variáveis, capitalizo signos ao manipular meus personagens e suas emoções, especulo, faço inferências, no entanto, pasmo, a maior variável sou eu mesmo.</p>
<p>       Sabendo disso, será que consigo, pelo menos, variar de forma caótica?”</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Notal ao leitor: Silas Flnnery existe. Quer saber quem é? <em>Google it!</em></p>
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		<title>Disfunções do executivo: um folhetim ficcional sobre pessoas e organizações</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 01:46:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Capítulo 1 &#8211; Sempre fui bom com números

Leléco.
Era assim que me chamavam na infância e na adolescência. Naquela época, confesso que não gostava do apelido, mas agora essa palavra me soa tão familiar. Pudera, com tantos amigos que eu não via há décadas, aqui reunidos.
Me lembro dos cabelos compridos e da barba mal feita que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Capítulo 1 &#8211; Sempre fui bom com números</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Leléco.</p>
<p>Era assim que me chamavam na infância e na adolescência. Naquela época, confesso que não gostava do apelido, mas agora essa palavra me soa tão familiar. Pudera, com tantos amigos que eu não via há décadas, aqui reunidos.</p>
<p>Me lembro dos cabelos compridos e da barba mal feita que eu exibia com orgulho como sinal de rebeldia. Meu pai, um homem truculento, capitão da reserva, não tolerava meus hábitos pouco higiênicos, as roupas que costumava vestir, tampouco as músicas que me inspiravam. O “General”, como meu irmão e eu o batizamos carinhosamente, avançava firmemente do seu quarto até o nosso, fazendo ranger o assoalho de madeira rústica da velha casa no Petrópolis com sua marcha ritmada, e proferia com voz gutural:</p>
<p>- Abaixem o volume desta música de doidos!</p>
<p>Ficava lá, parado sob o umbral, exibindo suas feições rudes, marcadas pelo tempo de caserna, a mandíbula larga tremendo de raiva, os ralos cabelos cuidadosamente ajeitados com vaselina, e o volume da barriga coberto pelo roupão grená, até que abaixássemos o volume do hi-fi recém comprado com a venda de nossa coleção de gibis. Nossa mãe, resignada, tratava de amansar a fera como podia. “Não seja tão duro com os meninos”, repetia com freqüência, sem muito sucesso. Era uma mulher forte, gringa de Antônio Prado, que todos os domingos cortava manualmente o macarrão que servia à família. Tinha uma sabedoria pragmática, minha mãe. Recomendava que estudássemos para ser alguém na vida, e usava os poucos tostões que ganhava com a venda de cucas à vizinhança para nos comprar livros, que devíamos ler e contar pra ela, depois, com a maior riqueza de detalhes possível.</p>
<p>O pai recebeu com euforia a notícia da “revolução” em 64. Estava certo de que o país, finalmente, seria salvo pelas mãos firmes do regime. Eu não me importei muito com aquilo tudo, meus interesses aos quinze anos eram outros, e só fui entender o que estava acontecendo, dois anos mais tarde, quando levei alguns sopapos de policiais que invadiram o grêmio da escola em busca de ativistas subversivos.</p>
<p>Desde então minha vida mudou bastante. Ao contrário do que o General queria, uma inscrição na escola de engenharia do exército, fiz e passei no vestibular de economia da federal, e já no primeiro mês fazia parte do diretório acadêmico. Fui galgando posições na hierarquia estudantil após ser preso duas vezes (prisão dava status naquele tempo) por discursar no pátio da faculdade. Já na primeira, cortaram minhas longas melenas. Ainda lembro com saudades dessa época.</p>
<p><span id="more-1792"></span>Agora, eis me aqui, contemplando essa gente toda que veio me ver. As expressões tristes dos meus amigos e familiares quase passaram despercebidas. Não fosse o choro desmedido de Eliane, – sob os olhares de reprovação de uma platéia pouco amistosa, &#8211; ex-namorada dos tempos da FCE, e ainda com as vestes ripongas que usava no passado, não teria notado o clima pesado daquele encontro. Lembro que ela chorou do mesmo jeito no dia em que contei ter conseguido meu primeiro emprego de verdade, um ano antes de colar grau, e que, portanto, deveria partir.</p>
<p>Fui selecionado para trabalhar em um grande banco, cuja matriz em São Paulo obrigava que por lá fizesse três meses de treinamento antes de ser alocado a uma agência. Na verdade, eu também não queria aquele emprego, mas estava cansado de dormir em um catre na casa do estudante e comer no RU todos os dias. Tudo aquilo havia perdido o romantismo desde que meu pai falecera algum tempo antes. Já não via sentido na vida quixotesca que levava, em plena época do “Milagre”. Disse à Eliane que voltaria, que aquilo seria passageiro, eu trabalharia para melhorar nossa vida, mas nossos sonhos continuariam os mesmos. Ela deu-me um beijo sôfrego, carinhoso, enquanto afirmava que me esperaria. Porém ambos sabíamos que estávamos mentindo.</p>
<p>Sempre fui muito bom com números. Podia analisar simultaneamente diversas séries temporais estatísticas e avaliar com precisão a rentabilidade futura de qualquer fundo de investimento. Com a mesma destreza extraía índices de balanços, e era categórico em afirmar se deveríamos ou não conceder empréstimos àqueles que mendigavam crédito. Minha objetividade assegurou uma carreira meteoricamente rápida na empresa e, mesmo que vez ou outra eu não reconhecesse mais o altruísta de outrora, em cinco anos já chefiava o bureau de análise de risco, cargo assumido logo após ter retornado dos states, onde cursei pós-graduação paga pelo banco.</p>
<p>Meu fardo a carregar, além dos muitos quilos adquiridos com fast food e pizza, era o fato de nunca ter sido muito bom com pessoas. Jamais pretendi compreender as preocupações de meus colegas e subordinados com a quantidade de empregos que gerávamos, ou com os resultados sociais e subjacentes dos investimentos apoiados, e muito menos com as intenções autênticas dos empresários. Critério para tomar decisão é fato, fato é número, número é dinheiro, logo é mensurável, portanto se gerencia. Isso me custou algumas inimizades, e ampla “carteira de passivos”, maneira como costumava chamar os demitidos que o RH se encarregava de contabilizar a meu favor.</p>
<p>Naquele tempo, casei com Rute, uma mulher esquálida, de poucas e severas palavras, pele pálida, olhos claros, com cabelos lisos e longos cor de cedro que pousavam com leveza sobre os ombros angulosos. Era uma rocha, sempre a me apoiar. Havia algo nela que sempre me impressionou, sua capacidade de percorrer a casa inteira sem fazer nenhum ruído. Tinha um passo leve, sorrateiro, felino, como se estivesse sempre procurando alguma coisa, talvez algum vestígio da dignidade que lhe fora roubada quando seu antigo noivo a deixou esperando no altar para fugir com a prima mais jovem. Sei que por alguns momentos cheguei a amá-la com carinho, mas os dois sabiam que aquilo que nos unia não era subjetivo, intangível, motivo pelo qual, diferente de outros casais, toda vez que percebíamos alguém fraquejar ao sentir fagulhas de amor, um de nós, inconscientemente, arrumava as malas e fazia uma longa viagem. Nossa relação morna gerou dois frutos, Leonardo, que me odiava, e Luiza, a quem eu mal conhecia. Filha única de um velho aristocrata do café, quando o pai morreu decidimos juntos investir o dinheiro em um negócio de futuro. Com isso, procurei um ex-cliente do banco, dono de uma pequena indústria de massas (qualquer saudosismo por minha mãe é mera coincidência), e juntos criamos uma nova empresa, hoje atual líder de mercado do setor.</p>
<p>Rute, como era de se esperar, também constava ali naquela sala ampla, repleta de gente conhecida, porém mantinha a mesma expressão fria de quando a conheci, e dela não vertia nenhuma lágrima. Cheguei a pensar que o fenômeno se devia às inúmeras plásticas para manter o rosto jovem, mas logo lembrei que pedras não vertem água. Além disso, naquele momento a raiva que me acometia era muito grande para me dedicar a tais elucubrações. Estava possesso com meu sócio.</p>
<p>Amadeu era um grande marketeiro, vendedor nato. Jamais perdia uma oportunidade de fomentar os negócios. Por isso, hoje, apesar de algumas semanas antes eu ter manifestado que minha despedida deveria ter a maior discrição possível, armou o velório do século, e agora fazia contatos de negócios sobre meu caixão.</p>
<p>É, eu estou morto!</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>(continua)</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Nota: O título &#8220;Disfunções do Executivo&#8221; pretende fazer uma alusão irônica ao livro de Herbert Simon (1925), precursor da gestão moderna, que em &#8220;As funções do executivo&#8221; popularizou a metodologia racional de tomada de decisão baseada em critérios mensuráveis. </p>
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		<title>O dia a dia nas organizações pela ótica de um artista</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 13:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que um dramaturgo tem a dizer sobre o dia a dia nas organizações? Pois o premiado ator e diretor de teatro Ricardo Blat mostra que a vivência no meio artístico proporciona lições úteis aos colaboradores de uma empresa. Aos 59 anos, segundo grau completo e uma trajetória de sucesso, ele também ministra palestras pelo Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.santodecasa.net/wp-content/uploads/2010/05/DSC09991-3.jpg" rel="lightbox[1710]"><img class="alignleft size-medium wp-image-1712" title="DSC09991 (3)" src="http://www.santodecasa.net/wp-content/uploads/2010/05/DSC09991-3-450x600.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a>O que um dramaturgo tem a dizer sobre o dia a dia nas organizações? Pois o premiado ator e diretor de teatro Ricardo Blat mostra que a vivência no meio artístico proporciona lições úteis aos colaboradores de uma empresa. Aos 59 anos, segundo grau completo e uma trajetória de sucesso, ele também ministra palestras pelo Brasil falando sobre o papel do líder na condução dos trabalhos, a importância da comunicação e da colaboração entre as pessoas, o desafio de lidar com as críticas, os elogios, os egos e a pressão no ambiente de trabalho. Vale a pena conferir.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Camila Lustosa</strong> &#8211; <em>Ao longo da sua carreira, você teve contato com críticas e elogios. Que cuidados são necessários para lidar com esses dois extremos: o elogio e a crítica?</em></p>
<p><strong>Ricardo Blat</strong> &#8211; É preciso lidar com cautela. Procurar reconhecer o verdadeiro valor do elogio, transformando-o num estímulo para melhorar, cada vez mais, seu desempenho. Exercitar um olhar em que prevalece a humildade (sinônimo de inteligência) é fundamental nessas horas. Até porque, muitas vezes, o resultado de um trabalho ou projeto é fruto da colaboração de um grupo maior. Assim, é possível aproveitar críticas e elogios de forma impessoal, analisando as opiniões sobre o trabalho com eficiência, de forma clara, objetiva, não deixando que o emocional turve a compreensão. O importante é que o espetáculo da vida continue, marcando as pessoas a nossa volta de forma positiva.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>CL </strong>- <em>Para quem tem equipe, que cuidados são necessários ao lançar críticas e elogios?</em></p>
<p><strong>RB -</strong> Recomendo um comportamento respeitoso, que ajude a equipe ampliar suas potencialidades, estimulando descobertas, eliminando tensões desnecessárias e cultivando um ambiente onde a equipe sinta-se segura para trabalhar com verdadeira disponibilidade. Um cuidado que tenho é jamais lançar críticas a alguém em frente ao grupo todo. Ninguém gosta de ter seus erros apontados em público. Quanto ao elogio, busco praticá-los referenciando o grupo, sem privilégios.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>CL -</strong> <em>Em suas palestras, você menciona a importância de trabalho em equipe. Que erros as pessoas costumam incorrer quando precisam trabalhar em equipe?</em></p>
<p><strong>RB </strong>- As atitudes individualistas minam qualquer trabalho em equipe. É impossível ser feliz sozinho, já dizia o poeta. Quando cada integrante de uma equipe sente-se seguro de sua capacidade, compreende suas limitações e recebe bem a contribuição do colega, há aumento significativo da qualidade do trabalho. A centralização por parte do líder também é algo recorrente. Pergunto-me de tempos em tempos se estou dando autonomia suficiente para o grupo fazer o que propus, errar e dar o melhor de si.</p>
<p><span id="more-1710"></span><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>CL -</strong> <em>Que perfis devem ser combatidos em uma equipe?</em></p>
<p><strong>RB </strong>- As pessoas com perfis extremamente autoritários, individualistas, com um comportamento agressivo pela competitividade e que não dividem seus conhecimentos e opiniões com a equipe devem ser sempre alertadas pelo gestor para que tenham oportunidade de recomeçar e tentar diferente.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>CL</strong> &#8211; <em>Por que é tão importante deixar claro às pessoas a relação entre produtividade e recompensa</em>?</p>
<p><strong>RB </strong>- Porque aprendemos a dar valor às recompensas desde cedo. Se não temos clara essa definição, pode faltar motivação. E as recompensas podem vir de várias maneiras e não somente como o pagamento de um cachê por um serviço prestado. Temos que entender recompensa como algo que nos alce a voos mais altos.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>CL </strong>- <em>Como diretor de teatro, como percebe a importância da comunicação na execução e condução de um trabalho?</em></p>
<p><strong>RB</strong> &#8211; A comunicação transparente e a verdade são saudáveis em todos os aspectos de um trabalho em equipe. Por melhor ator que alguém seja, não consegue manter uma mentira eternamente. Ser honesto consigo mesmo e com a equipe evita equívocos às vezes irremediáveis. Evitar que circulem informações distorcidas, egocêntricas e ansiosas é tudo o que deve ser combatido numa área ou organização, seja ela de que natureza for. Se as relações forem marcadas pela ambigüidade, falta sinergia para desenvolver qualquer projeto.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CL -</strong> <em>Antes de qualquer trabalho, os atores costumam preparar-se para os momentos de estreia. De que forma essa preparação afeta o legado de um profissional?</em></p>
<p><strong>RB </strong>- Quando ficamos frente a frente com os desafios, entendemos a importância da preparação para aquele momento, do trabalho extra em casa, da leitura. Porque me sinto preparado, criei musculatura física e emocional para encarar o desafio. Estamos nesta vida para semear algo que frutifique. No meu caso, me refiro a frutos que tragam felicidade às pessoas. Este será o meu legado. Precisamos estar atentos às nossas atitudes se quisermos deixar algo de bom para as gerações vindouras. Esse é o verdadeiro desafio: escrever sua existência com qualidade, respeito e amor pelo próximo. Ser um ótimo ser humano precede o ser um ótimo profissional.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CL</strong> &#8211; <em>Todos temos um ego e precisamos, ao longo da vida, satisfazê-lo. Qual o maior perigo?</em></p>
<p><strong>RB</strong> &#8211; O de viver uma ilusão constante, satisfazendo expectativas dos outros, se distanciando de nós mesmos.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>CL</strong> &#8211; <em>Trabalhamos hoje com pressão por resultados, alta performance, concorrência, contenção de custos. Qual a melhor forma de lidar com essa pressão?</em></p>
<p><strong>RB </strong>- Tendo consciência de que o ser humano não é onipotente. Relaxando. Confiando na sua própria energia e respeitando os limites do corpo.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>CL -</strong> <em>Ao participar da novela Amazônia e Carandiru, houve um despertar ou aprendizado maior com relação ao tema sustentabilidade?</em></p>
<p><strong>RB </strong>- Sempre estive atento aos valores que devem ser respeitados e sustentados neste Planeta. Durante as gravações da novela Amazônia pude ver, por estar naquela região, o quanto temos que reverenciar a generosidade desta terra.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>CL </strong>- <em>Como você usou as premiações recebidas ao longo da carreira a seu favor?</em></p>
<p><strong>RB </strong>- Devemos usar essas conquistas como combustível para nosso crescimento, para rompermos limites e obstáculos e nos dedicarmos ao que fazemos. A oportunidade de sermos reconhecidos por um trabalho estimula a fé, a coragem e a criatividade que existe em nós.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
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		<title>A crise da atitude</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 00:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna dos Diretores]]></category>

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		<description><![CDATA[     Nove em cada dez briefings de campanhas de comunicação interna tem por objetivo, principal ou secundário, promover uma atitude diferenciada dos colaboradores da empresa. São demandas reincidentes por mais atitude participativa, atitude de segurança, atitude de atendimento, atitude de liderança, atitude sustentável, atitude, atitude e mais atitude. Pudera, não só as organizações convivem com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     Nove em cada dez briefings de campanhas de comunicação interna tem por objetivo, principal ou secundário, promover uma atitude diferenciada dos colaboradores da empresa. São demandas reincidentes por mais atitude participativa, atitude de segurança, atitude de atendimento, atitude de liderança, atitude sustentável, atitude, atitude e mais atitude. Pudera, não só as organizações convivem com o problema da falta de atitude: elas são grupamentos de um país cuja sociedade carece do exercício pleno da cidadania, de educação e de caráter.</p>
<p>     O problema das empresas é mais fácil de resolver. Em primeiro lugar é preciso que aceitem que o problema é seu, e não das pessoas, pois assim como a sociedade não tem formado e instrumentalizado seus cidadãos para uma performance social positiva, a maioria das empresas, sem perceber, não fornece as condições necessárias para o colaborador exercer a plenitude de suas capacidades. Isso porque acreditam que o engajamento decorre de estímulos materiais, e que a informação é suficiente para direcionarem as pessoas aos resultados: infelizmente estão enganadas</p>
<p>     Parto da convicção, portanto, que o ser humano busca no trabalho expressar seu melhor, realizando algo bom para si e à empresa. Ora, atitude deriva de “ato”, significa uma ação baseada em crenças e valores que o indivíduo mobiliza sempre que se depara com certas situações ou problemas em que sua forma de agir será determinante ao resultado. Como toda ação, o ato é uma expressão do desejo – diz o segundo Princípio do Endomarketing. O desejo aqui é sinônimo de motivação, e ele é construído por fatores subjetivos: assim como o consumidor motiva-se por atributos intangíveis e estímulos sociais para pagar mais caro por determinada marca, o trabalhador é motivado pelas proposições não materiais da empresa tais como desafios, aprendizado, liderança preocupada com seu bem-estar, reputação da empresa e reconhecimento, apenas para citar os mais freqüentes. Comunicação é meio para influenciar a decisão e o ato, determinando o sucesso da estratégia da empresa na prática.</p>
<p>     A comunicação interna via rede de canais ou lideranças deve então agregar sentido ao ato do colaborador para que ele, expressando seu desejo, seu orgulho, decida de forma correta. Pouco adianta informar a um operário, por exemplo, que houve incremento na meta de produção com um novo processo de qualidade, se antes este profissional não se sentir incluído em uma estratégia de expansão de mercado, apresentado pelo líder ao seu papel neste contexto como parte integrante da equipe, e, regularmente receber informações sobre como está a consecução deste planejamento. Assim como na célebre parábola dos pedreiros, as pessoas querem trabalhar construindo uma catedral, e não apenas erguendo paredes. Pergunte-se: o que minha empresa oferece afinal às pessoas, arquitetura ou tijolos?</p>
<p>     Já o problema brasileiro é bem mais difícil de resolver, e requer uma maturidade política que ainda estamos muito distantes. Entretanto, resta um alento aos líderes empresariais, pois o processo de solução da crise de atitude na sociedade não é muito diferente do que é necessário na empresa, basta refletir. Sendo assim, a mudança na organização torna-se também um meio efetivo para mudar o país: profissionais mais conscientes e realizados praticam sem perceber a cidadania, e com isso podem cada vez mais agir positivamente fora da empresa motivados pelo desejo de prosperar de forma sustentável.</p>
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		<title>A profissão que eu pedi a Deus</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 21:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna dos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Endomarketing]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><div name="mediaspace" id="mediaspace" div class="pro-player-container-border" ><div class="pro-player-container" width="242px" height="195px"><div id="pro-player-1052pp-single-4f31a491876d1"></div></div></div><script type="text/javascript" charset="utf-8">var flashvars = {width: "242",height: "195",autostart: "false",repeat: "false",backcolor: "111111",frontcolor: "dddddd",lightcolor: "66cc00",stretching: "fill",enablejs: "true",mute: "false",skin: "http://www.santodecasa.net/wp-content/plugins/proplayer/players/skins/nacht.swf",image: "http://www.santodecasa.net/wp-content/plugins/proplayer/players/preview.png",plugins: "",javascriptid: "1052pp-single-4f31a491876d1",image: "http://www.santodecasa.net/wp-content/plugins/proplayer/players/preview.png",file: 'http://www.santodecasa.net/wp-content/plugins/proplayer/playlist-controller.php?pp_playlist_id=1052pp-single-4f31a491876d1&sid=1328653458'};var params = {wmode: "transparent",allowfullscreen: "true",allowscriptaccess: "always",allownetworking: "all"};var attributes = {id: "obj-pro-player-1052pp-single-4f31a491876d1",name: "obj-pro-player-1052pp-single-4f31a491876d1"};swfobject.embedSWF("http://www.santodecasa.net/wp-content/plugins/proplayer/players/player.swf", "pro-player-1052pp-single-4f31a491876d1", "242", "195", "9.0.0", false, flashvars, params, attributes);</script>Uma das coisas mais gratificantes do endomarketing são as oportunidades de aprender e transmitir conhecimento a milhares de pessoas pertencentes ao universo das empresas que atendemos. A cada produção - seja mídia impressa, eletrônica ou audiovisual &#8211; renovo conceitos, amplio a visão de mundo e reforço a certeza de que cumprimos com uma nobre missão. Recentemente, tive o prazer de entrevistar Clóvis Lumertz, reconhecido consultor de empresas, um dos maiores especialistas em gestão de pessoas do país. O resultado? Uma aula sobre liderança, que divido com vocês neste vídeo, produzido para gestores de uma grande empresa do setor elétrico. Afinal, imagem (aliada a conteúdo) é tudo!</p>
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