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Por Camila - 16 de maio de 2010.
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Camila Lustosa – Ao longo da sua carreira, você teve contato com críticas e elogios. Que cuidados são necessários para lidar com esses dois extremos: o elogio e a crítica? Ricardo Blat – É preciso lidar com cautela. Procurar reconhecer o verdadeiro valor do elogio, transformando-o num estímulo para melhorar, cada vez mais, seu desempenho. Exercitar um olhar em que prevalece a humildade (sinônimo de inteligência) é fundamental nessas horas. Até porque, muitas vezes, o resultado de um trabalho ou projeto é fruto da colaboração de um grupo maior. Assim, é possível aproveitar críticas e elogios de forma impessoal, analisando as opiniões sobre o trabalho com eficiência, de forma clara, objetiva, não deixando que o emocional turve a compreensão. O importante é que o espetáculo da vida continue, marcando as pessoas a nossa volta de forma positiva. CL - Para quem tem equipe, que cuidados são necessários ao lançar críticas e elogios? RB - Recomendo um comportamento respeitoso, que ajude a equipe ampliar suas potencialidades, estimulando descobertas, eliminando tensões desnecessárias e cultivando um ambiente onde a equipe sinta-se segura para trabalhar com verdadeira disponibilidade. Um cuidado que tenho é jamais lançar críticas a alguém em frente ao grupo todo. Ninguém gosta de ter seus erros apontados em público. Quanto ao elogio, busco praticá-los referenciando o grupo, sem privilégios. CL - Em suas palestras, você menciona a importância de trabalho em equipe. Que erros as pessoas costumam incorrer quando precisam trabalhar em equipe? RB - As atitudes individualistas minam qualquer trabalho em equipe. É impossível ser feliz sozinho, já dizia o poeta. Quando cada integrante de uma equipe sente-se seguro de sua capacidade, compreende suas limitações e recebe bem a contribuição do colega, há aumento significativo da qualidade do trabalho. A centralização por parte do líder também é algo recorrente. Pergunto-me de tempos em tempos se estou dando autonomia suficiente para o grupo fazer o que propus, errar e dar o melhor de si. | |
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Por Daniel - 11 de abril de 2010.
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Nove em cada dez briefings de campanhas de comunicação interna tem por objetivo, principal ou secundário, promover uma atitude diferenciada dos colaboradores da empresa. São demandas reincidentes por mais atitude participativa, atitude de segurança, atitude de atendimento, atitude de liderança, atitude sustentável, atitude, atitude e mais atitude. Pudera, não só as organizações convivem com o problema da falta de atitude: elas são grupamentos de um país cuja sociedade carece do exercício pleno da cidadania, de educação e de caráter. O problema das empresas é mais fácil de resolver. Em primeiro lugar é preciso que aceitem que o problema é seu, e não das pessoas, pois assim como a sociedade não tem formado e instrumentalizado seus cidadãos para uma performance social positiva, a maioria das empresas, sem perceber, não fornece as condições necessárias para o colaborador exercer a plenitude de suas capacidades. Isso porque acreditam que o engajamento decorre de estímulos materiais, e que a informação é suficiente para direcionarem as pessoas aos resultados: infelizmente estão enganadas Parto da convicção, portanto, que o ser humano busca no trabalho expressar seu melhor, realizando algo bom para si e à empresa. Ora, atitude deriva de “ato”, significa uma ação baseada em crenças e valores que o indivíduo mobiliza sempre que se depara com certas situações ou problemas em que sua forma de agir será determinante ao resultado. Como toda ação, o ato é uma expressão do desejo – diz o segundo Princípio do Endomarketing. O desejo aqui é sinônimo de motivação, e ele é construído por fatores subjetivos: assim como o consumidor motiva-se por atributos intangíveis e estímulos sociais para pagar mais caro por determinada marca, o trabalhador é motivado pelas proposições não materiais da empresa tais como desafios, aprendizado, liderança preocupada com seu bem-estar, reputação da empresa e reconhecimento, apenas para citar os mais freqüentes. Comunicação é meio para influenciar a decisão e o ato, determinando o sucesso da estratégia da empresa na prática. A comunicação interna via rede de canais ou lideranças deve então agregar sentido ao ato do colaborador para que ele, expressando seu desejo, seu orgulho, decida de forma correta. Pouco adianta informar a um operário, por exemplo, que houve incremento na meta de produção com um novo processo de qualidade, se antes este profissional não se sentir incluído em uma estratégia de expansão de mercado, apresentado pelo líder ao seu papel neste contexto como parte integrante da equipe, e, regularmente receber informações sobre como está a consecução deste planejamento. Assim como na célebre parábola dos pedreiros, as pessoas querem trabalhar construindo uma catedral, e não apenas erguendo paredes. Pergunte-se: o que minha empresa oferece afinal às pessoas, arquitetura ou tijolos? Já o problema brasileiro é bem mais difícil de resolver, e requer uma maturidade política que ainda estamos muito distantes. Entretanto, resta um alento aos líderes empresariais, pois o processo de solução da crise de atitude na sociedade não é muito diferente do que é necessário na empresa, basta refletir. Sendo assim, a mudança na organização torna-se também um meio efetivo para mudar o país: profissionais mais conscientes e realizados praticam sem perceber a cidadania, e com isso podem cada vez mais agir positivamente fora da empresa motivados pelo desejo de prosperar de forma sustentável. | |
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Por Camila - 26 de março de 2010.
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