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Por Santo de Casa - 05 de julho de 2013.

Dica de Fábio Ochôa


Apesar de falecido em 1924, Franz Kafka foi um dos autores que melhor traduziu o espírito do século XX. Nadando contra a corrente otimista que previa um mundo onde a tecnologia traria a salvação, Kafka apresentou em seus contos desoladores o isolamento humano dentro de cada cidade e apartamentos, a desumanização promovida pela burocracia, a descaracterização e despersonalização de cada pessoa pela máquina do estado, tudo isto em uma obra surrealista e sufocante, definitivamente, não são contos para dias de sol.


A edição Essencial traz A Metamorfose, talvez sua novela mais famosa (provavelmente mais até que O Processo), onde um dia o protagonista Gregor Samsa acorda metamorfoseado em uma barata, aforismos, contos diversos (alguns até bem dispensáveis) e pelo menos uma obra-prima irretocável: Na Colônia Penal,  sobre o embate entre um observador estrangeiro e um velho carrasco que não aceita as mudanças que ocorrem em seu país e sua máquina que tatua sentenças nas costas dos condenados. Sem exageros, um dos melhores contos que li na minha vida.


Por que afinal ler Kafka? Por que o que ele escreveu nos alcança até hoje, ainda ressoa em algum ponto importante e indefinível dentro de nós. Reagimos ainda, em um nível profundo, e só então nos damos conta do que uma obra de arte deveria ser: algo que revolve gigantes adormecidos, em vez de aceitar ser apenas um bombardeio de palavras e imagens descartáveis.

Porque o espelho que ele nos apresenta pode ser desagradável e sufocante, mas ao mesmo tempo é estranhamente fascinante.

Porque o gênio autêntico não tenha que ser traduzido, compreendido e explicado, simplesmente tenha que ser admirado.

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Por Santo de Casa - 26 de setembro de 2010.

Por  Vanessa Jeziorski

“A breve segunda vida de Bree Tanner” é uma mini história que acontece dentro do enredo de “Eclipse”. Para os fãs da saga “Crepúsculo”, assim como eu, é a continuação de um vício de leitura e também uma nova visão da vida (ou não-vida) dos vampiros que invadiram os cinemas, as livrarias e se tornaram febre (principalmente entre os adolescentes), mas com um pouco de romance, amores proibidos e finais felizes, que não fazem mal a ninguém.

No livro, Bree narra sua recente e rápida existência pelo universo dos imortais, todas as certezas e incertezas de um mundo desconhecido, e eu aqui, como leitora, fico morrendo de vontade de dizer à ela o que é verdadeiro ou não, onde estão os perigos.

E é aí que está a sacadinha do livro: apresentar-nos alguém que sabe menos e ainda assim a leitura nos prende e nos mantém curiosos. Que venha o próximo pocket. Estamos sedentos por uma nova história de Stephenie Meyer.

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Por Santo de Casa - 02 de agosto de 2010.

Por Carla Petry


Logo que o filme “Marley & eu”  foi lançado no cinema pensei em assistir. Desisti! Sempre que fico interessada em um livro, opto em não ver o filme. Prefiro curtir a história página por página. Pensando, analisando, sonhando, rindo ou chorando. E nesse livro foi bem assim. Sentimentos misturados, compreendidos e compartilhados. Só quem tem uma vida com cães, sabe como é.


Sempre quis ter um cachorro de estimação, mas meus pais nunca permitiram. Após vários anos de insistência, finalmente o Balú entrou nas nossas vidas. Um animal de raça indecifrável. Nessa época eu já estava com 15 anos. Ele é uma espécie de Marley, pois é desajeitado, brincalhão e desobediente. Balú é uma constante preocupação. Como o Marley, ele já deu diversos prejuízos e muitas dores de cabeça. Ele é uma criança aos 12 anos, idade em que os cães são praticamente idosos. Foi impossível ler o livro e não pensar no cão que tenho em casa. Na verdade, hoje já são dois. Quando o Balú foi pai, em mais uma mistura de raças, a Negrinha veio colaborar com a alegria da casa.


Como uma boa “dama”, ela é educada, obediente e comportada. Nem parece filha do Balú. Pensando em tudo isso, nas preocupações e alegrias, me deparei entristecida no final do livro. Assim como os humanos, os animais também se vão e temos que aceitar isso. Como reagirei? O importante é que a lista dos bons momentos sobrepõe os gastos ao longo da vida. Inspirada no livro resolvi compartilhar a guarda de um amável labrador preto, o Zig. Ele é o Marley escrito nas características psicológicas. Espero que ele seja fiel, amigo e companheiro como o grande labrador amarelo foi para John Grogan, autor do livro. Adoradores de cachorros, principalmente dos labradores, leiam “Marley & eu”. O livro é uma gostosa história de amor pelos animais, de superação, parceria e traz um significado todo especial sobre a amizade.

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Por Santo de Casa - 23 de julho de 2010.


Por Daniel Costa


Recomendo a trilogia inteira de “O Lobo das Planícies”, de Conn Iggulden, que trata sobre as conquistas do líder mongol Gênghis Khan. Além de ser uma história envolvente, baseada em fatos reais, destaco dois pontos muito legais:  

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Por Santo de Casa - 12 de julho de 2010.

Por Criz Azevedo


Em tempos de Kindle e iPad, o objeto livro ainda não precisa medir forças com a tecnologia. Pelo menos por enquanto ou até que o tiro de misericórdia seja dado e atinja todas as bibliotecas e livrarias do mundo a 451 graus Fahrenheit (temperatura a qual o papel pega fogo). Pensando pelo lado positivo, não teremos de decorar as obras antes que virem cinzas, como na ficção científica de Ray Bradbury, “Fahrenheit 451”, pois a Amazon e a Apple se encarregaram de preparar os leitores com seus e-books caso os caminhões-pipa falhem.

Suportes modernos à parte, quem ama o objeto composto por celulose e tinta vai se encantar por “A menina que roubava livros”, do autor australiano Markus Zusak. Contada pelo ponto de vista da Morte, a história se passa na época de Hitler durante o Nazismo.


A narradora, com fina ironia e momentos de ternura, fala sobre a trajetória de Liesel Meminger, uma menina que consegue escapar da Morte três vezes e encontra nos livros que afana uma espécie de fuga ou respostas para as agruras vivenciadas na Alemanha.


Mas não apenas a leitura é o escape de Liesel. A amizade com o garoto Rudy, as aventuras para esconder e proteger o judeu Max no porão de casa, a beleza do jeito simples de ser do pai adotivo Hans envolvem o leitor. Uma obra contada com criatividade, sarcasmo, bom-humor e episódios capazes de marejar os olhos, pois Zusak, sem pieguice, nos presenteia com uma narrativa simpática e ao mesmo tempo emocionante.

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Por Santo de Casa - 27 de junho de 2010.
Por Gabriel Michels


“Criação sem Pistolão” me atraiu por ser um livro prático, feito por quem é do ramo. Não é daqueles livros teóricos feitos por não-praticantes. A criatividade já está nas primeiras páginas. Para se ter uma ideia, o autor diz começar o livro na página 101, porque metade do necessário para se trabalhar em criação o leitor já tem: a vivência. Acredito nessa premissa, traduz um jargão manjado e que parece preguiçoso, mas que tem propriedade: “nossa maior referência é a vida”. O livro revive grandes peças da publicidade brasileira, mas não se trata apenas de uma seleção de cases. Além de dar dicas – algumas um tanto básicas, outras bem pertinentes – sobre o processo criativo e o crescimento da carreira no ramo publicitário, o autor comenta polêmicas tradicionais do ambiente de trabalho de uma agência. Levanta situações com as quais quem trabalha com publicidade se identifica sem muito esforço. Indico não só para quem gosta e trabalha criando, mas também para quem quer entender melhor o dia a dia de uma agência e suas situações características.

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Por Santo de Casa - 11 de junho de 2010.

Por Camila Lessa


Não sou fã da Martha Medeiros, admito, mas essa obra me surpreendeu. Tudo o que eu queria te dizer é isso mesmo: é tudo o que estava atravessado na garganta e agora não está mais. O livro traz uma série de contos estruturados de forma independente, amarrados por um simples, porém, profundo ponto comum: a necessidade de colocar no papel o que é quase impossível ser dito. São cartas que registram angústia, dor, medo, vergonha, raiva, amor, saudade. São situação tocantes, reveladoras e decisivas, passadas a limpo por remetentes que resolveram aliviar a carga.

Acredito que cada leitor encontre nessas histórias alguma passagem pela sua, ou pelo menos se identifique com os sentimentos provocados por elas. Talvez por isso seja difícil não respirar fundo ou não sentir um certo nó na garganta no desenrolar dessas cartas. Vale a pena se aventurar.


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Por Santo de Casa - 25 de maio de 2010.

Por Daniela Ubal



Quando faleceu em 2004, assim como Van Gogh, que morreu na penúria sem saber que estaria adornando paredes multimilionárias num futuro próximo, o jornalista sueco Stieg Larsson não desfrutou dos louros de sua trilogia Millenium, lançada pouco antes de morrer subitamente. A obra homônima, “Os homens que não amavam as mulheres”, encabeçou a lista de best-sellers na Europa e em 2009 ganhou versão na grande écran das salas de cinema do mundo todo. No Brasil, os livros não tiveram tanta força. Em Porto Alegre, apenas o cinema Guion exibe o longa atualmente.


Para apreciar a história de Larsson é preciso esquecer as casas de campo dos lordes ingleses, ou a aparência lúgubre dos criados das mansões vitorianas de Conan Doyle ou Agatha Christie. O romance de Larsson se passa na fria Suécia, mais precisamente no interior do país. O Sherlock Holmes da vez é o jornalista irônico e boa pinta Mikael Blomqvist, editor-chefe da revista Millenium. Acusado de caluniar um poderoso e corrupto executivo em uma reportagem que parecia verossímil, é obrigado a manchar a impecável carreira atrás das grades. Isso, no entanto, não impede que o industrial Henrik Vanger reconheça a coragem do jornalista e o recrute para dar fim a um mistério, que à primeira vista, parece desalentador: o sumiço da sobrinha Harriet Vanger há 40 anos.


Para solucionar o caso, Blomqvist ganha uma companheira. Se você achou que se trata de uma loura nórdica, encaracolada e exuberante está enganado, e como. Lisbeth Salander é punk, anoréxica, depressiva, sombria, hacker, mas adorável. O antagonismo dos protagonistas, por sua vez, é a cereja do bolo no romance, impossível de largar até mesmo para um cafezinho. Com o desenrolar da trama, as maiores vítimas, como já alerta o nome, serão as mulheres, e a parceira de Blomqvist não deixará barato. O jeitão transgressor e anti-social da detetive mais esquisita do mundo é memorável (todos nós temos um pouco de Miss Salander). Com uma narrativa dinâmica, Larsson nos leva aos mais recônditos podres da sociedade e da mente humana, invisíveis para as autoridades, mas inesquecíveis para as vítimas. Uma obra totalmente recomendável. Dica: Comece o livro no fim de semana. Se escolher uma segunda-feira provavelmente na terça terá muito sono!




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Por Santo de Casa - 10 de maio de 2010.
 

Por Leonardo Tissot

 

O último livro que li e recomendo é Juliet, Naked, do meu autor preferido da atualidade, o britânico Nick Hornby. No romance, Tucker Crowe – cantor e compositor norte-americano que sumiu de vista há mais de 20 anos – é a obsessão de um pequeno grupo de fãs, incluindo aí o inglês Duncan e sua esposa Annie – a mulher, bastante insatisfeita com a relação.

O cantor compôs o álbum Juliet, nos anos 80, que é reverenciado como a melhor coleção de canções de fim de relacionamento de todos os tempos – superior até mesmo ao clássico Blood on the Tracks, de Bob Dylan. Duncan e seus amigos debatem em fóruns na internet sobre o paradeiro de Crowe.

O músico quebra o silêncio de mais de duas décadas com o lançamento de Juliet, Naked, a versão limpa (só voz e violão) do seu maior clássico. Mas ele não reaparece, apenas lança o disco, com as versões demo originais, em função de estar totalmente arruinado financeiramente. Isso causa um impacto decisivo na vida de Duncan, Annie e do próprio Tucker Crowe.

O livro será lançado no mês de maio no Brasil, pela editora Rocco, com o título “Juliet, Nua e Crua”. Leia entrevista com Hornby na revista Veja.

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Por Santo de Casa - 29 de abril de 2010.

Por Mariana D’avila



“Can You Keep a Secret?” é leve e divertido. Conta a história de uma jovem inglesa, Emma Corrigan, assistente de marketing de uma grande companhia, que acaba de perder a possibilidade de um bom contrato, além da oportunidade de promoção na carreira.


Mais tarde, a jovem embarca em um avião, enfrenta uma turbulência e revela todos os seus segredos a um desconhecido, achando que essa seria a última pessoa com quem falaria.


Já em Londres, ela descobre que este homem a quem contou todos os seus segredos era um dos proprietários da empresa onde trabalha. O empresário muda sua vida e faz com que ela repense suas escolhas. Os dois começam a se relacionar, mas uma entrevista dele a um canal de televisão faz com que seu pior pesadelo aconteça.  O livro só tem versões em inglês.


A inglesa Sophie Kinsella é escritora e jornalista, com especialização na área financeira, autora de livros de sucesso compradora Becky Bloom.

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