Uma direção que faz sentido

“Uma direção que faz sentido”: essa frase resume bem a experiência que tive no II Congresso Internacional da Felicidade. É com ela que Rogério Oliveira – empreendedor social, especialista em gestão e fundador da Yunus Negócios Sociais Brasil – define a palavra propósito. O Rogério foi um dos palestrantes do evento e o primeiro que me fez perceber que eu encontraria bem mais do que a palestrrogerio 1a da Monja Coen (de quem sou fã) por lá.
Relacionar felicidade com trabalho sempre cheira à demagogia, mas existe um fundo de verdade aí. Passamos a maior parte do nosso tempo e da vida dentro do trabalho. Não tem como não buscar algum sentido no que fazemos para sobreviver. E o que eu vi lá em Curitiba é que tem um bando de gente levando isso a sério. Pessoas se arriscando a pensar e a agir diferente, apostando em novos formatos de negócio, em projetos paralelos, conectando o social e o financeiro. Gente que já sacou que felicidade individual só é completa quando está atenta à felicidade do outro também.
E todo esse caminho passa pelo autoconhecimento, palavra que não é mais exclusividade da filosofia ou da autoajuda. Ela é um fator que influencia (e muito) no desenprem baba 2volvimento profissional e no resultado das organizações. Tem a ver com entendermos quem somos e assumirmos a responsabilidade disso em toda e qualquer situação. Tem a ver com encontrar o nosso propósito. O Sri Prem Baba, líder humanitário e espiritual, diz que o propósito maior do ser humano é servir. E cada um de nós entrega isso para o mundo do seu jeito. Cumprimos nosso propósito toda vez que colocamos o talento, a criatividade, o repertório e os nossos dons a serviço do bem comum.
Só depois que a gente sabe quem é e o que veio fazer aqui, é que nos sentimos encaixados no mundo. É aí que encontramos o que nos move e qual o caminho a seguir.
Pessoas que se conhecem e se aceitam melhor são mais produtivas, sabem ouvir o outro, contribuem com o grupo. São pessoas que não têm medo de se posicionar e não precisam competir, porque sabem que cada um tem o seu lugar. Elas estão sempre atentas e abertas para se reinventar quando necessário. Mas ao contrário do que dizem algumas frases prontas, o trabalho não precisa ser o nosso grande propósito. Ele precisa, sim, é se encaixar na vida que escolhemos. Deve ser coerente com o que pensamos, falamos, fazemos.
O que fica disso tudo para mim pode parecer óbvio, mas é um fato: a forma como encaramos os dias e situações difíceis, as crises de “será que estou no lugar certo?”, tudo isso se torna bem mais leve quando encontramos a nossa “direção que faz sentido” e conseguimos fazê-la coexistir com todo o resto.
Foto: reprodução da foto do II Congresso Internacional da Felicidade.

Texto: Camila Lessa, redatora e planner da Santo de Casa Endomarketing.

2 comentários sobre “Uma direção que faz sentido

  1. Rafa Responder

    Baita texto, parabéns Camila e obris por compartilhar essa tua experiência 🙂

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